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PL confirma Marinho na disputa pelo Senado e desafia reeleição de Alcolumbre, diz mídia

O PL deve oficializar na próxima semana a candidatura de Rogério Marinho à presidência do Senado, apesar das articulações de Davi Alcolumbre para viabilizar sua reeleição.

Por Sputnik Brasil 02/11/2026
PL confirma Marinho na disputa pelo Senado e desafia reeleição de Alcolumbre, diz mídia
Rogério Marinho é confirmado como candidato do PL à presidência do Senado, desafiando Davi Alcolumbre. - Foto: © Foto / Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

A disputa pela presidência do Senado em fevereiro de 2027 começa a ganhar forma, com o Partido Liberal (PL) prestes a oficializar o senador Rogério Marinho (RN) como candidato da legenda. De acordo com a mídia brasileira, a decisão deve ser anunciada na próxima quarta-feira (4), mesmo diante das articulações do atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que busca a reeleição e tenta construir apoio entre parlamentares de diferentes partidos, incluindo siglas da oposição.

Fortalecido após as eleições de outubro, o PL vai contar com a maior bancada do Senado, somando 28 parlamentares. Para vencer a disputa pelo comando da Casa, porém, o candidato precisará obter maioria absoluta, equivalente a 41 dos 80 votos. Nesse cenário, Alcolumbre trabalha para ampliar sua base e atrair votos inclusive de senadores do PL, Partido Progressistas (PP) e Republicanos.

Como parte dessa estratégia, a mídia revela que Alcolumbre tem discutido a possibilidade de pautar um projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado, cumprindo pena em regime domiciliar humanitário por questões de saúde.

A avaliação é que a medida poderia aproximá-lo da oposição, além de reduzir a pressão por iniciativas voltadas ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Atualmente, segundo dados do STF, 190 condenados pelos ataques seguem presos, dos quais 70 cumprem prisão domiciliar.

Nos bastidores, lideranças do PL divergem sobre a conveniência de lançar uma candidatura própria. Segundo a apuração, um senador da legenda tem defendido que o partido evite o desgaste de uma disputa sem acordo prévio, citando o exemplo de 2023, quando Rogério Marinho foi derrotado por Rodrigo Pacheco (PSD). Apesar dessas ponderações, a maioria da bancada rejeitou um entendimento com Alcolumbre e decidiu apoiar a candidatura do senador potiguar.

Além de Marinho, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) também mantém a intenção de concorrer à presidência do Senado. Ela afirma seguir determinada a disputar o cargo e se tornar a primeira mulher a comandar a Casa, destacando que ainda há espaço para negociações até a votação prevista para fevereiro.

Entre parlamentares da oposição, entretanto, cresce a avaliação de que a candidatura de Marinho foi enfraquecida após a divulgação da carta em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se autodeclarou "presidente eleito" antes de alterar o texto. Senadores argumentam que, por ter coordenado a campanha presidencial de Flávio, Marinho poderia enfrentar dificuldades para exercer uma liderança autônoma à frente do Senado.

Apesar disso, Marinho confirmou que deverá representar o PL na disputa. Enquanto isso, aliados de Alcolumbre afirmam que o presidente do Senado já teria os votos necessários para garantir a reeleição e que sua aproximação com setores da oposição continua avançando, buscando diálogo com nomes influentes do bolsonarismo, enquanto enfrenta resistência de partidos como o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) à proposta de anistia, embora alguns governistas também defendam a medida.