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Líderes do Oriente Médio pedem calma diante do risco de escalada entre EUA, Israel e Irã

Apelos por paz e segurança em fórum no Bahrein

AP* 31/10/2026
Líderes do Oriente Médio pedem calma diante do risco de escalada entre EUA, Israel e Irã
- Foto: Reprodução / internet

O vice-ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Waleed ElKhereiji, afirmou neste sábado, 31, que a região deseja o retorno da paz. Em discurso num fórum de segurança no Bahrein, ElKhereiji declarou que esforços estão em andamento para evitar uma escalada militar e alcançar um acordo que encerre a crise com o Irã. "Se você olhar para os esforços que todos estão tentando fazer, a mensagem é clara. As pessoas nesta parte do mundo querem trazer a paz de volta à região", disse, acrescentando que ninguém pode prever o resultado dessas iniciativas, enquanto crescem as preocupações com o retorno de uma guerra total.

No mesmo evento, o ministro das Relações Exteriores do Egito, Badr Abdelatty, afirmou que um agravamento do conflito seria extremamente destrutivo. "Estamos confiantes de que a segunda rodada será mais perigosa, mais destrutiva e não levará a lugar nenhum", declarou.

Também no Bahrein, o ministro das Relações Exteriores da Síria, Assad al-Shibani, afirmou que a segurança na fronteira é uma responsabilidade compartilhada entre seu país e a Jordânia, anunciando que uma reunião de alto nível está prevista para o próximo mês para discutir acordos operacionais.

Al-Shibani acrescentou que não há "escaramuças" entre os dois países, após ataques jordanianos em território sírio elevarem as tensões bilaterais. A Jordânia informou que as investidas da semana passada mataram 20 militantes do grupo extremista Estado Islâmico, mas reconheceu que civis também foram atingidos; autoridades sírias relataram sete mortos, em sua maioria mulheres e crianças.

Paralelamente, al-Shibani informou que a Síria está em discussões para avaliar a adesão ao Pacto de Meca, aliança de defesa liderada pela Arábia Saudita que inclui Turquia e Paquistão. "Quer a Síria faça parte ou não, o país entende que a região necessita de uma estrutura que proteja sua segurança", afirmou.