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Criptomoedas reduzem perdas após ciberataque de US$ 6,3 bilhões

Bitcoin e Ethereum recuperam parte do valor após intervenção da Binance.

Dow Jones Newswires* 30/10/2026
Criptomoedas reduzem perdas após ciberataque de US$ 6,3 bilhões
Criptomoedas reduzem perdas após ciberataque de US$ 6,3 bilhões

As criptomoedas reduziram as perdas após uma queda acentuada no início da sessão asiática, provocada pela notícia do que pode ser o maior roubo de criptoativos já registrado. Bitcoin e Ethereum recuperaram parte do terreno nesta sexta-feira, após recuarem mais de 3% cada, logo após a Binance, a maior exchange de criptomoedas do mundo, suspender transações para investigar uma grande falha de segurança.

Em publicações no X, a Binance afirmou que o ataque somou cerca de US$ 6,3 bilhões e que aproximadamente US$ 3 bilhões em ativos foram congelados com a ajuda de parceiros de blockchain.

"Os fundos dos usuários estão seguros. A Binance vai cobrir todas as perdas do ataque", declarou no X Yi He, cofundadora da Binance.

Empresas do setor, incluindo as emissoras de stablecoins Tether e Circle, agiram rapidamente para conter o impacto.

Brian Armstrong, diretor-executivo da Coinbase, afirmou que sua equipe estava ajudando na resposta, inclusive bloqueando transferências para carteiras comprometidas.

"A Coinbase está segura", assegurou no X o diretor de tecnologia da empresa, Rob Witoff. "Estamos monitorando a volatilidade dos preços, rastreando os fundos roubados on-chain e mantendo a vigilância".

O episódio ocorre após uma recente violação de segurança na exchange BitGet, reacendendo temores sobre proteção digital à medida que mais ativos do mundo real migram para a blockchain.

Ainda não está claro qual será o tamanho do impacto para a indústria cripto, já que isso depende de fatores como o volume final de perdas, as contrapartes afetadas, a recuperação de ativos e, principalmente, se o caso causará uma interrupção mais ampla ou abalará a confiança no ecossistema de ativos digitais.

Cristiano Ventricelli, vice-presidente de finanças descentralizadas e ativos digitais na Moodys Ratings, declarou que as implicações mais amplas para crédito e para o setor dependerão desses elementos.

A Binance informou que sua apuração inicial indica que a brecha pode ter sido causada por um laptop comprometido, que teria possibilitado saques não autorizados. A empresa afirmou não ter encontrado evidências de vazamento das chaves privadas usadas para acessar as carteiras. Depósitos não foram afetados.

"Esperamos retomar os saques em até 48 horas e atualizaremos com mais detalhes", comunicou a Binance.

A reação rápida do setor parece ter reduzido a tensão inicial, dando algum fôlego ao mercado.

"A confiança de longo prazo vai depender de quão bem o incidente é resolvido, de como os usuários são protegidos e de quão transparentemente as conclusões são comunicadas", afirmou Ronghui Gu, cofundador e diretor-executivo da CertiK, empresa de auditoria de segurança em blockchain.

Antes da turbulência desta sexta-feira, o denominado "inverno cripto" vinha perdendo força, com a demanda institucional e sinais regulatórios positivos ajudando a compensar um ambiente macro desafiador, marcado por preços do petróleo voláteis, juros futuros mais altos e rendimentos elevados de títulos.

Apesar disso, motores estruturais, como a crescente institucionalização dos ativos digitais, ainda estão presentes, sugerindo que eventuais recuos podem abrir oportunidades de compra.

A venda parece relativamente contida, considerando o tamanho do ataque, avaliou Nic Puckrin, fundador do Coin Bureau, destacando que a resiliência das criptomoedas se sobressai em meio à forte queda das ações de tecnologia.

Por volta do fim da manhã, o Bitcoin caía cerca de 1%, reduzindo as perdas, mas permanecendo abaixo do nível psicológico de US$ 80.000. O Ethereum recuava 1,2%, a US$ 2.231. A Solana subia 0,9% e a Ripple virou para alta de 1%, segundo dados da LSEG.

"Vamos ter de acompanhar o que acontece nas próximas 24 horas", concluiu Puckrin. Fonte: Dow Jones Newswires.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.