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China condena inclusão de empresas do país em lista de trabalho forçado nos EUA
Medidas americanas são criticadas por discriminação e manipulação.
O porta-voz do Ministério do Comércio da China, He Yadong, manifestou nesta quinta-feira, 29, "firme oposição" à decisão dos Estados Unidos de incluir empresas chinesas na "Lista de Entidades da Lei de Prevenção ao Trabalho Forçado Uigur", ligada à região de Xinjiang.
Questionado sobre o tema, Yadong afirmou que as regras americanas "ampliam e apertam" de forma discriminatória as restrições a investimentos dos EUA na China. Para ele, trata-se de um "exagero do conceito de segurança nacional", que contraria o consenso firmado pelos chefes de Estado dos dois países. "Vamos monitorar de perto os desenvolvimentos subsequentes e reservamos o direito de tomar medidas correspondentes", disse.
O porta-voz também criticou as medidas por, segundo ele, não terem base na realidade e acusou Washington de manipular questões de direitos humanos para promover protecionismo e intimidação.
Yadong acrescentou que as restrições a investimentos na China tendem a prejudicar a cooperação econômica e comercial bilateral e também os interesses de empresas americanas. "A China insta os EUA a respeitarem os princípios da economia de mercado, pararem de exagerar o conceito de segurança nacional e de politizar e militarizar questões econômicas e comerciais", afirmou.
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