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Chile: BC mantém taxa de juros em 4,5% com perspectiva para inflação pior e riscos à mineração
Aumento dos riscos inflacionários e desafios na mineração são destacados pelo Banco Central chileno.
O Banco Central do Chile manteve a taxa básica inalterada em 4,5%, em decisão unânime tomada nesta terça-feira, 27.
O comunicado divulgado em conjunto com a decisão mostra que as autoridades identificaram que os riscos para a inflação aumentaram de forma relevante. "Ainda que em seu conjunto os dados de preços ao consumidor estejam em linha com o previsto, as projeções para os próximos meses aumentam significativamente, acima da trajetória do cenário central", citou o documento.
Isso aconteceu em um cenário onde as perspectivas para a atividade são reduzidas, principalmente por fatores de oferta relacionados à mineração e ao choque climático.
"Embora se espere que a economia local retome o impulso no decorrer de 2027, não se pode descartar a possibilidade de que sua fraqueza atual seja mais persistente do que o previsto", salientou o BC. Nesse contexto de incerteza acima do habitual, o Conselho estará particularmente atento a sinais de maior transmissão e/ou persistência, na inflação, dos choques que estão sendo enfrentados, pontuou o documento.
O BC do Chile reafirmou que tomará as decisões necessárias para cumprir seu objetivo de que a inflação projetada atingirá 3% em um horizonte de dois anos.
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