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Morte de engenheiro da Unifesp espancado em ato pró-Lula: o que falta esclarecer sobre o crime

Investigação avança em torno do caso de latrocínio que chocou a comunidade.

Geovanna Hora 27/10/2026
Morte de engenheiro da Unifesp espancado em ato pró-Lula: o que falta esclarecer sobre o crime
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: OpenAI (GPT Image)

O engenheiro ambiental e mestrando Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, faleceu na tarde de segunda-feira, 26, dois dias após ter sido espancado em Santos, no litoral de São Paulo.

Ele havia participado de um ato político em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O caso está sendo investigado como latrocínio.

Marcelo cursava mestrado em Ecologia Marinha na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Nas redes sociais, se descrevia como alguém "apaixonado por mar profundo, vôlei, livros e boa música".

O jovem compartilhava diversas fotos de viagens a cidades brasileiras, como Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ) e Tiradentes (MG), além de outros países, como Portugal.

A irmã dele, Julia Rocha, publicou uma tocante mensagem de despedida: "Sua vida foi linda e a minha mais ainda tendo você ao meu lado. Sua causa foi ganha e você será exemplo, orgulho para sempre de você".

Como foi a agressão?

Na data do crime, Marcelo tinha participado de uma apresentação da Banda Esquerdantina, na Avenida Conselheiro Nébias, nos arredores do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro). Por volta das 3h de sábado, 24, ele se afastou dos amigos para ir ao banheiro.

Em nota, a banda informou que o engenheiro foi encontrado inconsciente e imediatamente socorrido. "Diversas publicações relatam que a agressão seria motivada por homofobia", declarou o grupo.

Após a agressão, Marcelo foi internado em estado grave e permaneceu em coma induzido. Inicialmente, ele foi levado à Santa Casa de Santos e, posteriormente, transferido para o Hospital São Paulo, hospital universitário da Unifesp, na zona sul da capital paulista.

A sua morte foi confirmada na tarde de segunda-feira.

O que disse a Unifesp?

A Unifesp lamentou a morte de Marcelo e repudiou a violência contra o estudante. A instituição destacou que acompanha o caso desde que tomou ciência da agressão e oferece apoio à família.

"A Unifesp expressa sua solidariedade aos familiares, amigos e colegas de Marcelo, neste momento de dor e consternação. A gravidade do ocorrido exige a apuração rigorosa das circunstâncias e motivações da agressão, bem como a identificação e responsabilização dos envolvidos", afirmou.

Quem são os suspeitos?

Até a última atualização, a Polícia Civil não havia identificado os suspeitos. Imagens divulgadas nesta terça-feira, 27, pelo portal g1 mostram que o grupo, formado por pelo menos quatro pessoas, fez uma transmissão ao vivo durante o crime.

"É o seguinte, parceiro. Só manda o telefone para nós não te matar. Fala para ele como que é o passinho. Só não deixa ele correr. Dá o telefone, vai. Vai, maluco. Está vendo a tropa, né? A tropa vai te pegar", disse um dos suspeitos.

Em seguida, o engenheiro recebeu um soco, caiu no chão e teve seus pertences roubados.

Como está a investigação?

A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) informou, em nota divulgada nesta terça-feira, 27, que o 4º Distrito Policial de Santos está empenhado em identificar e localizar os agressores de Marcelo.

O caso, que inicialmente foi registrado como roubo com resultado de lesão corporal grave, passou a ser investigado como latrocínio, tendo em vista que o celular e outros pertences da vítima foram subtraídos.

"A investigação trabalha com base em imagens de câmeras de monitoramento e redes sociais, além de depoimentos de testemunhas, para individualizar a conduta de cada agressor", detalhou a pasta.

Segundo a SSP, o trabalho está sendo reforçado pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (NOAD), órgão de inteligência, para identificar os autores em colaboração com empresas de tecnologia, telefonia e redes sociais.