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Durigan: Tesouro e BC visam racionalidade, com eventual recompra de títulos hoje

Ministro da Fazenda fala sobre intervenções no mercado financeiro

Franco Dantas, especial para a AE 27/10/2026
Durigan: Tesouro e BC visam racionalidade, com eventual recompra de títulos hoje
Ministro da Fazenda, Dario Durigan - Foto: Reprodução / Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou há pouco que o resultado de ontem do mercado financeiro se justifica pela mudança de posição dos agentes em relação às eleições. Ele reafirmou que o Tesouro Nacional e o Banco Central buscam parâmetros de racionalidade para o setor e que pode haver nova recompra de títulos públicos hoje.

"A reação de ontem é uma reação mais de posição, dados os últimos dias das posições que o mercado adotou. A gente estava acompanhando muito de perto e não é de fundamento a reação de ontem, de posição, tanto que o dia de hoje está muito mais calmo do que o dia de ontem", disse Durigan. Segundo o ministro, o Tesouro e o Banco Central acompanharam as reações desde as primeiras horas, e a recompra de títulos de cerca de R$ 10 bilhões teve como objetivo dar parâmetros para o mercado em queda.

"Hoje a gente pode sim ter nova recompra de títulos do Tesouro. Eu falei com o secretário do Tesouro hoje de manhã e disse para ele que eu autorizo na medida em que estejam colocadas as condições e as necessidades de fazer a intervenção", alertou Durigan. Essas declarações do ministro vêm em linha com falas dadas em entrevista ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) ontem.

Durigan ressaltou ainda nesta terça-feira que o governo não busca parâmetros de preços, mas sim parâmetros de racionalidade, para que o mercado financeiro forme posições fundamentadas para o Ibovespa e câmbio.

"É natural que uma troca de posição cause esse desarranjo no mercado. Todo nosso diálogo ontem foi técnico, inclusive a interlocução com o mercado, para estabelecer parâmetros de racionalidade. Tanto que ficou num patamar mais alto, por exemplo, o câmbio. Mas já dentro de uma racionalidade de mercado", acrescentou o ministro.