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Coligação de apoio a Lula pede que TSE amplie comunicação sobre mudança de mais de 4 mil locais de votação

Sputnik Brasil 18/10/2026
Coligação de apoio a Lula pede que TSE amplie comunicação sobre mudança de mais de 4 mil locais de votação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Foto: Ricardo Stuckert/PR

A coligação Coligação Brasil Pronto pra Mais, apoia a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), solicitou neste domingo (18) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que reforce a comunicação sobre as mudanças nos locais de votação para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

A alteração do local de votação de mais de 4,3 mil seções eleitorais foi anunciada na sexta-feira (10), que representam 0,87% das mais de 499 mil seções espalhadas pelo Brasil e pelo exterior.O número de alterações pode variar dia a dia até domingo, segundo o tribunal, que recomenda a checagem de local de votação pelo eleitor antes da votação em 25 de outubro.

"A informação existe, ocorre que ela não está disponível de forma efetiva ao eleitor", diz u trecho do documento.

Segundo o órgão, as alterações entre primeiro e segundo turno acontecem em todas as eleições e "seguem regras e atendem a necessidades de segurança", como mudar um local de votação afetado por chuvas.

O segundo turno está marcado para 25 de outubro. No primeiro, Flávio ficou menos de dois pontos percentuais à frente de Lula, e as pesquisas indicam disputa apertada entre os dois.

Problemas no 1º turno

O texto também dá como exemplo dificuldades registradas no primeiro turno, quando 277 locais de votação foram alterados em relação às eleições de 2024, afetando cerca de 670 mil eleitores.

Ao todo, 72 mudanças ocorreram por razões de segurança, incluindo medidas para proteger a liberdade do voto diante da atuação de facções criminosas e milícias.

No Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, a coligação ressaltou que 52% dos eleitores precisaram votar fora das comunidades onde moram e a abstenção chegou a 28,46%, ante 24,62% em 2022 e 21,08% na média nacional do primeiro turno deste ano.

A coligação também relatou casos de eleitores que só descobriram a mudança no dia da votação e precisaram se deslocar para endereços distantes.


Por Sputinik Brasil