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Alckmin vê crescimento de Lula e não teme interferência dos EUA na eleição
Vice-presidente acredita em uma campanha forte até o segundo turno
O vice-presidente da República e candidato a vice na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Geraldo Alckmin (PSB), afirmou neste sábado (17), em São Paulo (SP), que a campanha do presidente registra "crescimento nas ruas, em todo lugar" a oito dias do segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Alckmin falou após encontro com lideranças religiosas e da sociedade civil no bairro de Santa Cecília, depois de caminhada em Heliópolis, na zona sul da capital paulista. Ele destacou a presença do candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, e de Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), candidatas ao Senado por São Paulo na chapa de Lula e Haddad — todos que perderam as respectivas eleições no estado.
Questionada sobre o diálogo com católicos e evangélicos, Marina Silva disse que há "uma profusão de movimentos acontecendo nesse país pró-Lula pra virar voto". Ela citou o grupo "evangélicos pela democracia com Lula" e afirmou que o encontro reúne "pessoas do campo democrático, mas não necessariamente dos partidos de esquerda".
Ao ser perguntado sobre a importância dos apoios na reta final, Alckmin citou a presença de Bia Cardoso, filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e o apoio declarado na sexta-feira (16) por Mário Covas Neto. Segundo ele, todos estão "empenhados em defender a democracia". O vice-presidente disse que o país quer "economia crescendo, distribuindo renda", e descreveu o Brasil como "terra de empreendedores" ao relatar o comércio que viu em Heliópolis.
Alckmin defendeu o Prospera, programa lançado por Lula. De acordo com ele, a iniciativa zera a dívida tributária dos microempreendedores individuais (MEIs), eleva o limite de faturamento de R$ 81 mil para R$ 110 mil e, depois, para R$ 140 mil, além de oferecer fomento para que o MEI possa "ter dois empregados". Também defendeu o fim da escala 6x1, para que o trabalhador tenha "dois dias para a família, para os estudos, para sua saúde".
"Acho que nós estamos no rumo certo, é trabalhar esses últimos oito dias, que são importantíssimos", disse sobre a reta final de campanha.
Militares dos EUA e soberania
Perguntado se a campanha ainda teme interferência nas eleições após o envio de centenas de militares norte-americanos à região para combater o narcotráfico, Alckmin respondeu: "Não tem a menor preocupação disso. Acho que o Brasil é um país soberano".
Os Estados Unidos enviaram tropas para treinamentos e exercícios no Panamá, na Colômbia e em Honduras, num contingente de cerca de 600 militares da 10ª Divisão de Montanha, segundo o New York Times.
A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) elevou para "nível de criticidade" o risco de interferência dos EUA nas eleições, mas o documento é uma avaliação de risco e não afirma que a interferência já tenha ocorrido.
No final da coletiva, Alckmin lembrou que o país é o quinto em território e o sétimo em população, disse que o Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou na sexta-feira (16) que o Brasil subiu de posição e passou a ser a oitava economia do mundo, "ultrapassando a Rússia e o Canadá", e citou as terras raras e os minerais estratégicos como boas notícias.
Por Sputinik Brasil
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