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Previsão de déficit primário em 2026 passa de R$ 52,271 bi para R$ 53,048 bi no Prisma Fiscal
Estimativas atualizadas para o ano fiscal de 2026 refletiram mudanças na arrecadação e despesas do Governo Central.
A mediana do Prisma Fiscal para o déficit primário do Governo Central em 2026 subiu de R$ 52,271 bilhões em setembro para R$ 53,048 bilhões em outubro. A estimativa intermediária para 2027, que estava em R$ 45,350 bilhões em setembro, foi reduzida para R$ 44,000 bilhões. Os números foram divulgados pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda nesta quinta-feira, 15. A coleta dos dados foi fechada no 5º dia útil de outubro.
O governo negociou com o Congresso maneiras de obter a arrecadação necessária para fechar o orçamento deste ano. No fim de 2025, aprovou um corte linear nos benefícios tributários do governo e ampliou a tributação sobre apostas eletrônicas, fintechs e Juros sobre Capital Próprio (JCP).
A norma promove um corte linear nos incentivos fiscais e deve gerar arrecadação superior aos R$ 20 bilhões estimados como necessários para auxiliar o cumprimento da meta fiscal de 2026, que prevê superávit de R$ 34,3 bilhões.
A meta fiscal é de superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, com tolerância de 0,25 ponto percentual.
Os economistas do mercado consultados pela SPE aumentaram as estimativas para a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) como proporção do PIB para o fim de 2026, saindo de 83,20% para 83,40%. Para 2027, a mediana de DBGG/PIB ficou estável em 87,00%. A estimativa intermediária do Prisma Fiscal para o déficit nominal do Governo Central este ano subiu, saindo de R$ 1,116 trilhão para R$ 1,120 trilhão.
A mediana para a arrecadação federal subiu de R$ 3,202 trilhões para R$ 3,210 trilhões em 2026, e também aumentou de R$ 3,386 trilhões para R$ 3,396 trilhões em 2027. Com isso, a estimativa intermediária para a Receita Corrente Líquida (RCL) do Governo Central passou de R$ 2,581 trilhões para R$ 2,580 trilhões neste ano, e ficou estável em R$ 2,750 trilhões no próximo ano.
A mediana da projeção do Prisma Fiscal para a despesa total do Governo Central ficou estável em R$ 2,625 trilhões em 2026, e passou de R$ 2,792 trilhões para R$ 2,793 trilhões em 2027.
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