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TSE libera 'Exército do Lula' antes do prazo após campanha do PT cobrar suspensão de grupo de Flávio
Ministro Kassio Nunes Marques autoriza retorno antecipado do canal após questionamentos sobre tratamento desigual.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, autorizou nesta quarta-feira (14) o retorno antecipado do canal "Exército do Lula", no WhatsApp (plataforma da Meta, empresa proibida na Rússia por extremismo).
A decisão foi tomada após a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) questionar a diferença de tratamento em relação à "Tropa do Flávio", ligada ao candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. Enquanto o canal de Lula ultrapassou 4,3 milhões de seguidores, o de Flávio conta com 1,8 milhão.
Nunes Marques havia determinado a suspensão do canal de Lula por 48 horas, mas recuou antes do fim do prazo. A coligação Brasil Pronto Pra Mais (PT/PC do B/PV, PDT, PSB, PSOL/ REDE) acionou o tribunal para pedir que a mesma medida fosse aplicada ao canal Tropa do Flávio, que teve seus dados informados à Justiça Eleitoral na terça-feira (13), depois de já estar em funcionamento.
Ao justificar a decisão, o presidente do TSE afirmou que as medidas buscavam proteger o ambiente informacional das eleições, diante dos riscos de desinformação e do uso indevido dos meios de comunicação. O ministro, porém, ressaltou que a atuação da Justiça Eleitoral deve respeitar os limites necessários à proteção do processo democrático.
"A atuação da Justiça Eleitoral nessa matéria deve, contudo, observar a liberdade de expressão, a proporcionalidade e a mínima intervenção no debate democrático, de modo que as providências adotadas não ultrapassem o necessário à proteção da legitimidade do pleito", declarou.
Técnicos não encontraram irregularidades no canal
O canal "Exército do Lula" foi alvo de uma contestação da campanha de Flávio Bolsonaro, que alegou que a ferramenta era usada para disseminar desinformação. Na sequência, Nunes Marques determinou a suspensão temporária e a regularização da mídia perante o TSE. A medida chegou a ser revertida pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, antes de o presidente da Corte voltar a suspender a ferramenta.
A campanha de Lula registrou o endereço eletrônico do canal no tribunal na última terça (13), o que formalizou o conteúdo à candidatura. A análise técnica do tribunal não encontrou indícios de disseminação de notícias falsas no canal entre 2 e 11 de outubro e, mesmo assim, Nunes determinou a suspensão.
Segundo a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação, a checagem de textos, links, vídeos e áudios não identificou publicações que atribuíssem a Flávio propostas de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil, reduzir benefícios sociais ou vínculos com milícias.
Por Sputinik Brasil
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