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Repórter da Jovem Pan é hostilizado em ato em São Paulo; PT diz que atitude é 'inaceitável'

Hostilidades ocorrem durante manifestação em apoio à reeleição de Lula

Sputnik Brasil 13/10/2026
Repórter da Jovem Pan é hostilizado em ato em São Paulo; PT diz que atitude é 'inaceitável'
Repórter da Jovem Pan é hostilizado em ato em São Paulo; PT diz que atitude é 'inaceitável' - Foto: Foto AP/Pascal Bastien.

O repórter da Jovem Pan João Vitor Revedilho foi hostilizado por manifestantes durante um ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Largo da Batata, em São Paulo, nesta terça-feira (13).

Durante uma entrada ao vivo, algumas pessoas atiraram objetos contra o profissional, que precisou encerrar a transmissão. Também foram proferidas ofensas contra a emissora paulista.

"Estão tacando várias coisas, ofensas, e a gente não consegue entrar no ar", disse o repórter durante a transmissão que falava sobre a participação de Lula no debate da Band previsto para o próximo domingo (18).

Na sequência, Revedilho foi acompanhado por seguranças do ato para deixar o espaço. A organização da manifestação divulgou um comunicado em que repudiou a atitude de "alguns" contra a equipe da emissora.

"Atitudes que cerceiam a liberdade de imprensa são inaceitáveis e não podem ser toleradas. Nosso ato é pacífico, democrático e em defesa de direitos", afirmou a organização.

No comunicado, o PT destacou que os participantes responsáveis pelas hostilidades não tinham relação direta com a militância partidária e que a conduta não representa os princípios da mobilização.

"A postura de alguns participantes, que não tinham relação direta com a militância partidária, não representa esses princípios e não tem lugar em uma mobilização que valoriza a democracia, o respeito e a liberdade de expressão", acrescentou a nota.

O texto também informou que, minutos após o ocorrido, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad ligou para o jornalista para manifestar solidariedade. O presidente do PT de São Paulo, Kiko Celeguim, e o coordenador Marco Aurélio Carvalho também prestaram solidariedade pessoalmente. A organização reafirmou apoio aos profissionais envolvidos e compromisso com a liberdade de imprensa.