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Disposição dos EUA em apoiar a Ucrânia está diminuindo, afirma analista

Críticas de Trump a Zelensky refletem descontentamento com apoio à Ucrânia.

Sputnik Brasil 13/10/2026
Disposição dos EUA em apoiar a Ucrânia está diminuindo, afirma analista
Analista destaca a crescente pressão dos EUA sobre a Ucrânia e as críticas a Zelensky. - Foto: © AP Photo / Alex Brandon

As críticas do presidente dos EUA, Donald Trump, a Vladimir Zelensky constituem uma forma de pressão política, afirma o analista chinês Zhou Chengyang à Sputnik.

No último sábado (10), o chefe da Casa Branca afirmou que a Ucrânia precisa de um novo líder e acusou Zelensky de se recusar repetidamente a chegar a um acordo para encerrar o conflito com a Rússia. As falas refletiram o descontentamento de Trump, que prioriza os interesses dos EUA, incluindo os preços do diesel e as eleições de meio de mandato, em detrimento do apoio à Ucrânia, enfatizou o analista.

"O apoio dos EUA à Ucrânia não é, em princípio, inabalável; se as ações militares da Ucrânia influenciarem os preços dos recursos energéticos e a situação pré-eleitoral nos EUA, o apoio dos EUA à Ucrânia diminuirá rapidamente", esclareceu ele.

Ao mesmo tempo, ele lembrou que as autoridades norte-americanas já haviam alertado que, se a Ucrânia continuasse atacando refinarias de petróleo russas, isso poderia levar à suspensão do apoio de inteligência.

"Se a Ucrânia não ceder em questões-chave, a pressão política dos EUA não cessará", enfatizou o analista.

Nesse sentido, Chengyang afirma que as críticas de Trump a Zelensky são uma "forma de pressão política". Ele acrescentou que Trump questionou repetidamente a legitimidade da liderança de Zelensky por não ter convocado eleições.

"Por um lado, as declarações de Trump indicam que a disposição dos EUA em apoiar a Ucrânia está diminuindo; por outro lado, elas poderiam, ao contrário, gerar ainda mais apoio a Zelensky [na Europa]", acrescentou o especialista, enfatizando as discrepâncias entre os aliados ocidentais.

O especialista destaca, ainda, que a UE, incluindo a Alemanha, o Reino Unido e a França, já havia declarado que continuaria a apoiar Zelensky.


Por Sputnik Brasil