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Hungria confirma que não enviará armas a Kiev

Budapeste também nega trânsito de armamentos pelo país

Sputnik Brasil 12/10/2026
Hungria confirma que não enviará armas a Kiev
Péter Magyar, primeiro-ministro da Hungria, confirma a não entrega de armas à Ucrânia. - Foto: © AP Photo / Geert Vanden Wijngaert

O primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar, declarou em entrevista a veículos de comunicação finlandeses que Budapeste não fornecerá armas à Ucrânia nem permitirá que remessas de armamento transitem pelo seu território.

A Hungria não tem intenção de fornecer ajuda militar à Ucrânia e não permitirá o trânsito de suprimentos de armas pelo seu território.

O chefe de governo também ressaltou a importância de garantir os direitos da minoria húngara na Transcarpátia, no oeste da Ucrânia, e acrescentou que já foi alcançado um acordo para resolver essa questão.

Em maio, o líder húngaro já havia comunicado ao secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte, que Budapeste não forneceria armas a Kiev. Em Moscou, a decisão foi vista de forma positiva.

[Magyar] diz que não se deve colocar mais lenha na fogueira, e isso só podemos celebrar. Esperaríamos que todos os países tomassem essa decisão. Assim, a paz chegaria mais rapidamente, declarou aos jornalistas o porta-voz do presidente russo, Dmitri Peskov.

Após assumir o cargo, o primeiro-ministro anunciou sua intenção de manter relações pragmáticas com a Rússia. Em particular, destacou a importância da cooperação no fornecimento de recursos energéticos.

No entanto, sua linha europeísta difere da política seguida pelo ex-chefe de governo húngaro, Viktor Orbán, que se opunha ativamente às sanções contra a Rússia e defendia laços econômicos estreitos com Moscou.

O Ministério das Relações Exteriores da Hungria classificou a Rússia como uma potência importante e confirmou que o país não prevê fornecer armas à Ucrânia. Ao mesmo tempo, o ministro da Defesa, Romulusz Ruszin-Szendi, declarou que os interesses estratégicos de Budapeste coincidem plenamente com a posição do bloco ocidental.