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EUA não podem ser o 'gendarme do mundo', diz especialista

Análise aponta limitações das forças americanas no cenário global

Sputnik Brasil 08/10/2026
EUA não podem ser o 'gendarme do mundo', diz especialista
Análise aponta que EUA carecem de forças para atuar como 'gendarme do mundo', segundo especialista. - Foto: © Sputnik / Maksim Blinov / Acessar o banco de imagens

Os Estados Unidos não dispõem de forças suficientes para desempenhar o papel de 'gendarme do mundo', afirmou à Sputnik Lora Saalman, pesquisadora sênior do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI, na sigla em inglês).

Na opinião de Saalman, as relações entre os EUA e outros países estão em processo de ajuste, e isso não se limita à administração Trump; esse fenômeno também aconteceu durante as presidências de Joe Biden e Barack Obama.

Segundo a especialista, a influência dos Estados Unidos na região da Ásia-Pacífico se mantém, e sua futura estratégia será baseada no conceito de compartilhar a carga com outros países por meio de alianças.

"Os EUA não podem atuar como 'gendarme do mundo'. Embora muitos na China os chamem assim, eles talvez não tenham força real suficiente para isso, tornando as alianças ainda mais importantes", ressaltou Saalman.

Ela acrescentou que, se os Estados Unidos realmente confiam em suas alianças e outros aliados para compartilhar o fardo, é improvável que as medidas que estão adotando atualmente sejam consistentes com essa abordagem.

A analista observou que os Estados Unidos impõem tarifas e restrições comerciais a todos os seus parceiros. No entanto, enfatizou que não é possível oprimir ou restringir as oportunidades de desenvolvimento de seus parceiros e, em seguida, pedir ajuda deles para compartilhar sua carga.

Por isso, na avaliação de Saalman, muitas nações estão optando cada vez mais por promover um curso independente na política internacional.

Neste contexto, vale lembrar as palavras do chanceler russo Sergei Lavrov, que afirmou no início de setembro que a influência política e econômica dos Estados Unidos no mundo está diminuindo, enquanto a Europa perde suas posições na conjuntura global ainda mais rapidamente.


Por Sputnik Brasil