Geral
Oposição protesta na Índia e pede renúncia do chefe eleitoral
Críticos acusam manipulação nas listas de eleitores
Partidos de oposição realizaram protestos nesta terça-feira (6) na capital da Índia, Nova Délhi, exigindo a renúncia do chefe da comissão eleitoral do país em meio a uma revisão controversa das listas de eleitores. Centenas de policiais foram mobilizados no centro da cidade.
A manifestação é a mais recente de uma série de protestos quase diários iniciados na semana passada por grupos estudantis, partidos de oposição e pelo movimento jovem "Cockroach".
Os manifestantes pedem a saída de Gyanesh Kumar, chefe da Comissão Eleitoral, e acusam o órgão que ele comanda de manipular registros de eleitores para favorecer o partido do primeiro-ministro Narendra Modi, o Bharatiya Janata Party (BJP). A comissão e o governo negam irregularidades.
Nesta terça, agentes de segurança - alguns armados com cassetetes - ficaram atrás de barricadas em frente ao escritório da comissão, próximo ao Parlamento. As autoridades emitiram alertas de trânsito para áreas ao redor do protesto e fecharam algumas vias.
A Índia iniciou, no ano passado, no Estado de Bihar, uma Revisão Especial Intensiva das listas eleitorais antes das eleições estaduais. Desde então, o procedimento foi expandido para a maioria dos estados e territórios administrados pelo governo federal.
Críticos afirmam que o processo exige documentos confusos e difíceis de obter, o que pode excluir milhões de eleitores aptos. Dados da Comissão Eleitoral indicam que as listas podem encolher em até 30% em algumas regiões.
A comissão afirma que a revisão busca remover registros duplicados e de pessoas inelegíveis, garantindo que eleitores aptos permaneçam cadastrados. Contudo, partidos de oposição e ativistas afirmam que a medida pode resultar na perda do direito de voto de cidadãos legítimos.
A campanha contra a Comissão Eleitoral tem sido impulsionada, em parte, pelo movimento "Cockroach", que começou online e se autodenomina Cockroach Janata Party. Protestos de rua anteriores organizados pelo grupo resultaram na renúncia do ministro da Educação em julho.
Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
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