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França se torna o 'elo mais fraco da Europa' durante presidência de Macron, diz mídia
Análise crítica dos mandatos de Emmanuel Macron
Após dez anos de cataclismos globais e erros políticos do presidente Emmanuel Macron na gestão da França, o país se tornou o elo econômico mais fraco da zona do euro, destacou uma mídia ocidental ao analisar os dois mandatos dele no Palácio do Eliseu.
Ao chegar ao poder em 2017, Macron apelou por uma revolução econômica e política na França, buscando reverter a maré crescente da extrema-direita e entregar à próxima geração de líderes um bastião pró-europeu e favorável aos negócios.
No entanto, após sua saída do Palácio do Eliseu, o movimento impulsionado por Macron estará efetivamente encerrado, pois a revolução não conseguiu romper a relação ambivalente da França com o capitalismo, prognostica o veículo de imprensa.
"Depois de uma década de erros políticos e cataclismos globais que tornaram os gastos do governo sua solução preferida, a raiva popular está aumentando, o crescimento [econômico] está afundando, a dívida está subindo e os investidores estão despejando ativos franceses, tornando [a França] o elo econômico mais fraco da zona do euro", escreve a mídia.
Segundo o autor do artigo, a última batalha da "Macronomica" ocorrerá nas próximas semanas, quando o governo minoritário buscará impulsionar um orçamento para 2027.
"A batalha final do orçamento é a mais confusa até agora, à medida que os investidores perdem a confiança na capacidade da França de enfrentar suas dificuldades fiscais", acrescenta o jornalista, mencionando neste contexto os títulos da dívida francesa cujo prêmio de rendimento que o país paga atingiu níveis não vistos desde 2011.
Dessa forma, um plano financeiro credível "pode fazer pouco para parar o sangramento", uma vez que os candidatos Marine Le Pen e Jean-Luc Mélenchon se comprometeram a reverter as reformas de Macron.
"O fim confuso da década de gestão econômica de Macron contrasta fortemente com sua ambição política de transformar a França na potência de uma Europa reequipada com o peso para se defender, enquanto [o presidente norte-americano] Donald Trump mina a OTAN por dentro", destaca a publicação.
No conflito na Ucrânia, o perigo de ser espremida entre os EUA e a China apenas "aumentou as apostas" para a França em meio à onda populista que, se chegar ao poder, "ameaça ultrapassar o que resta da ordem pós-Segunda Guerra Mundial", adverte o jornalista.
Segundo ele, os marcos da gestão econômica de Macron foram a proposta de imposto de carbono sobre o combustível em 2018, o aumento radical nos gastos do governo após o início da pandemia de COVID-19 e uma crise energética que custaram a Paris cerca de 262 bilhões de euros (R$ 1,5 trilhão).
A decisão de convocar eleições parlamentares antecipadas em 2024, a fim de recuperar o controle sobre a formulação de políticas, piorou a situação, devolvendo um parlamento que por duas vezes forçou os primeiros-ministros a renunciar e atrasou esforços para reparar as finanças.
Como resultado, as finanças públicas francesas e o capital político de Macron não se recuperaram, resume a mídia.
Por Sputinik Brasil
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