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Rússia, China e EUA dialogam sobre segurança

Perspectivas de confiança mútua em foco

Sputnik Brasil 05/10/2026
Rússia, China e EUA dialogam sobre segurança
Rússia, China e EUA discutem confiança mútua em questões de segurança. - Foto: © Sputnik / Aleksei Nikolsky / Acessar o banco de imagens

O conceito tradicional de controle de armas é uma coisa do passado; os países não querem limitar suas capacidades devido a desafios e ameaças existentes, disse à Sputnik Lora Saalman, pesquisadora sênior do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI, na sigla em inglês).

Enfrentando cada vez mais desafios e ameaças na esfera de segurança, muitos Estados não desejam mais limitar suas capacidades e, por isso, estão mais inclinados a discutir a estabilidade estratégica comum, afirmou Saalman.

Ela observou que especialistas de vários países geralmente concordam que, neste momento, a China, a Rússia e os Estados Unidos parecem estar mais dispostos a dialogar sobre confiança mútua e estabilidade estratégica.

"O conceito [de controle de armas] dos tempos da Guerra Fria é, de fato, uma coisa do passado. A maioria dos países não quer limitar suas opções por causa dos desafios, conflitos e ameaças que enfrentam", disse Saalman.

Ao mesmo tempo, expressou preocupação de que a imersão excessiva em conceitos amplos e abstratos impeça medidas mais práticas e concretas para fortalecer a confiança mútua.

"Independentemente de se chamar diálogo sobre controle ou diálogo sobre estabilidade estratégica, o diálogo deve ser o centro das atenções", disse a especialista, respondendo ao pedido da agência de comentar a situação atual na esfera de controle sobre armas.

Em julho, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, afirmou que um diálogo estratégico completo entre as potências nucleares, a Rússia e os Estados Unidos, incluindo questões de controle de armas, não pode e não será separado do estado das relações interestatais.

Segundo Ryabkov, as condições para o lançamento da interação são: a rejeição de ataques aos interesses fundamentais de cada um e a prontidão para trabalhar em conjunto para reduzir globalmente o potencial de conflito com base na igualdade, levando em consideração as preocupações e resolvendo contradições fundamentais.


Por Sputnik Brasil