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Lula e Flávio Bolsonaro disputam segundo turno
Definição das eleições presidenciais segue para a próxima etapa
A definição das eleições presidenciais ficou para o segundo turno, a ser disputado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que conquistou 44,59% dos votos, contra Flávio Bolsonaro (PL), que recebeu 47,51%.
A Sputnik Brasil listou a trajetória política dos dois adversários na disputa pela presidência da República.
Lula
Nascido em 27 de outubro de 1945, Luiz Inácio Lula da Silva tem 80 anos. Antes de iniciar sua trajetória política, trabalhou em uma fábrica de parafusos e foi torneiro mecânico. Na década de 1960, começou a trabalhar como metalúrgico, com uma jornada de trabalho de 12 horas por dia. Naquela época, sofreu um acidente de trabalho em uma prensa, resultando na perda do dedo mínimo da mão esquerda. Esse dedo decepado se tornou sua insígnia política.
Em 1967, iniciou sua trajetória política como líder sindicalista, ganhando destaque na mídia ao comandar uma campanha pela reposição salarial dos metalúrgicos. Defendia a construção de novas bases para as relações trabalhistas e liderou greves no ABC Paulista, aumentando sua notoriedade. Em 1979, fundou o Partido dos Trabalhadores (PT) e se candidatou ao governo de São Paulo nas eleições de 1982, ficando em quarto lugar.
Em 1988, Lula se candidatou e foi eleito para uma vaga de deputado federal na assembleia constituinte, sendo o mais votado do país. No mesmo ano, após a aprovação da Carta Magna, foi alçado pelo PT como candidato à presidência da República nas eleições do ano seguinte, perdendo para Fernando Collor de Mello. Disputou novamente em 1994 e 1998, sendo derrotado por Fernando Henrique Cardoso em ambas as ocasiões.
Venceu as eleições presidenciais pela primeira vez em 2002, derrotando José Serra. Em 2005, seu governo enfrentou o primeiro escândalo, com o caso do Mensalão. No entanto, sua imagem não foi afetada, e ele foi reeleito em 2006. Encerrando seu segundo mandato, obteve uma aprovação popular de 83%, elegendo Dilma Rousseff como sua sucessora.
Em 7 de abril de 2018, quando liderava as pesquisas para as eleições presidenciais, teve sua prisão decretada pelo juiz Sérgio Moro, em meio à operação Lava Jato. Passou 580 dias preso, sendo solto em 2019, após a constatação da parcialidade de Moro e dos promotores que o acusaram. Em 2022, disputou e venceu a eleição presidencial, derrotando Jair Bolsonaro no segundo turno.
Flávio Bolsonaro
Nascido em 30 de abril de 1981, Flávio Nantes Bolsonaro tem 45 anos e é o primogênito dos cinco filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, o que lhe rendeu o apelido de "zero um". Antes de ingressar na política, fez curso técnico em eletrônica, formou-se em direito pela Universidade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, e possui especialização em políticas públicas pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ).
Flávio iniciou sua trajetória política em 2002, aos 21 anos, quando se elegeu deputado estadual pelo Rio de Janeiro pelo Partido Progressista Brasileiro (PPB), atual Partido Progressista (PP). Foi reeleito em 2006, 2010 e 2014.
Na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), presidiu a Comissão Permanente de Segurança Pública e Assuntos de Polícia, a Comissão Permanente de Legislação Constitucional Complementar e Códigos, a Comissão Permanente de Defesa Civil e a Comissão Especial de Planejamento Familiar. Também foi vice-presidente da Comissão Permanente de Segurança Pública e Assuntos de Polícia e integrou a Comissão de Direitos Humanos e Cidadania.
Em 2016, disputou a Prefeitura do Rio de Janeiro pelo Partido Socialista Cristão (PSC), mas não foi eleito. Em 2018, elegeu-se senador pelo Partido Social Liberal (PSL), mudando para o Partido Liberal (PL) em 2021. Sua atuação política foca em segurança pública, sendo crítico a políticas de assistência social, as quais considera formas de manter o eleitorado dependente.
Flávio foi envolvido em um esquema de corrupção conhecido como rachadinha, após um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificar movimentações atípicas na conta de seu ex-motorista, Fabrício Queiroz. O relatório expôs um esquema em que funcionários do gabinete devolviam parte do salário, com o dinheiro sendo lavado por meio de uma franquia da loja de chocolates Kopenhagen, na qual Flávio era sócio.
O Ministério Público (MP) denunciou Flávio pelo caso em 2020, identificando Queiroz como operador do esquema, mas a denúncia foi arquivada após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anular a quebra do sigilo bancário e fiscal. A determinação enfraqueceu a denúncia, resultando em seu arquivamento.
Pouco antes do primeiro turno da eleição presidencial de 2026, Flávio teve seu nome mencionado no caso Master, após surgirem mensagens no celular de Daniel Vorcaro, dono de um banco, nas quais solicitava dinheiro para a produção do filme Dark Horse, uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Contudo, essa revelação não impactou suas intenções de voto, mantendo-se entre os líderes das pesquisas junto a Lula.
Por Sputnik Brasil
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