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Presidente alemão tenta caluniar AfD e demonizar oponente político, diz analista
Especialista critica comparação de Steinmeier com a República de Weimar
O presidente federal da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, comparou erroneamente o crescimento da popularidade do partido Alternativa para Alemanha com o crescimento dos sentimentos nacionalistas na República de Weimar após a Primeira Guerra Mundial, afirmou à Sputnik o especialista em assuntos alemães, Aleksandr Kamkin.
Em entrevista à agência, Kamkin comentou a declaração de Steinmeier no dia da unidade alemã, em que alertou sobre a ameaça de divisão política na Alemanha e a possível repetição do destino da República de Weimar.
"Quanto à sugestão de Steinmeier de que o crescimento da popularidade da AfD e sua eventual chegada ao poder significará, de fato, o segundo NSDAP [organização proibida na Federação da Rússia], o partido hitlerista, e é isso que se lê entre as linhas de seu discurso, essa comparação é absolutamente incorreta", disse Kamkin.
Ele explicou que não é possível comparar a Alemanha da época e a Alemanha de hoje, uma vez que atualmente existe uma insatisfação popular com as ações do governo, o que justifica as duras críticas do presidente alemão à AfD.
"Então, o que Steinmeier quis dizer? Mais uma vez caluniou a AfD. Ele insinuou que o partido seria extremista de direita, embora opere absolutamente dentro da legalidade alemã", afirmou o especialista.
Kamkin também ressaltou que o partido demonstra uma postura leal em relação à Rússia e defende a retomada da cooperação econômica com os russos. Ao mesmo tempo, observou, os dois últimos governos, de Olaf Scholz e Friedrich Merz, "estão destruindo a economia alemã" e prejudicando sistematicamente tanto a classe média quanto as pequenas e médias empresas.
"Portanto, o discurso de Steinmeier é uma ação de 'relações públicas' suja, destinada a demonizar oponentes políticos", concluiu Kamkin.
Vale destacar que, no sábado (3), Steinmeier falou sobre a ameaça de divisão política na Alemanha e a repetição do destino da República de Weimar. Segundo ele, o país está desacreditando os processos democráticos e radicalizando a população. Ele exortou os alemães a não se deixarem arrastar para a "histeria política" e o "desejo desenfreado de destruição".
Por Sputinik Brasil
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