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Trump diz que mantém boa relação com Kim Jong-un por causa das armas nucleares
Líder norte-coreano é tratado como ‘amigo’ pelo presidente dos EUA.
Presidente dos EUA chamou líder norte-coreano de “amigo”, minimizou preocupações sobre arsenal de Pyongyang e afirmou que Irã “nunca terá” um míssil nuclear.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que mantém uma boa relação com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, devido ao arsenal nuclear do país. Durante um comício de campanha em Ohio, Trump disse que é positivo manter boas relações com líderes de países que possuem grandes arsenais nucleares.
“Eu me dou muito bem com Kim Jong-un [...] Quando alguém tem 112 mísseis nucleares, é bom se dar bem.”
O número, porém, diverge de estimativas recentes sobre o arsenal norte-coreano. Em agosto, Trump havia citado 57 armas nucleares, enquanto o ministro da Defesa da Coreia do Sul, Ahn Gyu-back, afirmou na semana passada que Pyongyang possui entre 80 e 120 ogivas.
Trump também descreveu Kim como "um amigo" e afirmou que o líder norte-coreano “gosta de Trump”, acrescentando que, enquanto ele estiver no poder, Kim "ficará bem". Segundo o presidente americano, a capacidade nuclear da Coreia do Norte é "bastante grande", mas "não como a nossa".
As declarações ocorreram após um repórter questionar Trump sobre por que a Coreia do Norte pode possuir armas nucleares enquanto o Irã não poderia. O presidente americano respondeu que administrações anteriores poderiam ter impedido Pyongyang de desenvolver seu arsenal.
“Mas aqui está a diferença. O Irã nunca terá um míssil nuclear”, afirmou Trump.
Trump busca retomar o diálogo com Kim Jong-un e já declarou que pretende realizar uma reunião presencial com o líder norte-coreano antes do fim do ano. Os dois presidentes se reuniram em 2018 e 2019, mas as negociações foram interrompidas diante da exigência de Washington para que Pyongyang abandonasse seu programa nuclear.
Desde então, a Coreia do Norte ampliou seu arsenal de mísseis com capacidade nuclear e estreitou relações com Rússia e China. Pyongyang, no entanto, ainda não confirmou formalmente uma nova reunião com Trump.
A aproximação ocorre em meio à guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro sob a justificativa de impedir que Teerã obtenha uma arma nuclear. O Irã nega buscar o desenvolvimento de uma bomba e aponta para o acordo nuclear de 2015, abandonado por Trump durante seu primeiro mandato, que restringia seu programa nuclear em troca de alívio de sanções.
Por Sputinik Brasil
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