Geral
Irã afirma que EUA respondeu proposta de acordo para encerrar guerra
Sem revelar detalhes da resposta americana, Teerã mantém esforços por um entendimento.
Autoridades iranianas indicaram que receberam uma resposta oficial dos Estados Unidos à mais recente proposta de Teerã para encerrar a guerra que já dura sete meses - oferta que o presidente americano Donald Trump havia rejeitado publicamente dias antes. O governo do Irã não detalhou o conteúdo da resposta nem se ela representou uma recusa formal.
Segundo a agência estatal IRNA, a porta-voz do governo iraniano, Fatemeh Mohajerani, disse que o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, apresentou a resposta americana ao presidente Masoud Pezeshkian durante uma reunião de gabinete. Pezeshkian afirmou que o Irã fará "todo esforço" para concluir um acordo, mas que ele precisa ser baseado em uma estratégia de "ganha-ganha" e preservar "os direitos do povo iraniano".
A reunião ocorreu após o retorno de Araghchi de Nova York, onde o Irã participou da Assembleia Geral da ONU e realizou conversas indiretas com autoridades americanas e reuniões com mediadores do Catar e do Paquistão. O ministro também teria informado ao gabinete as condições iranianas para reabrir o Estreito de Ormuz, repassadas por intermediários.
Na semana passada, Araghchi disse que propôs reabrir o estreito em uma semana caso os EUA suspendessem o bloqueio a portos iranianos, liberassem ativos iranianos congelados e concedessem isenções de sanções para vendas de petróleo, entre outras condições. Trump rejeitou rapidamente, dizendo que o Irã buscava acordo por estar "perdendo muito" e que a proposta "não seria aceitável". Ainda assim, mediadores continuaram trabalhando para tentar costurar um entendimento para encerrar os combates e reabrir o corredor marítimo, segundo autoridades ouvidas pela Associated Press sob anonimato.
No mesmo contexto, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou na terça-feira, 29, novas sanções contra pessoas e empresas no Irã, em Hong Kong e no Paquistão, acusadas de atuar como facilitadores financeiros da cadeia de suprimentos militares iraniana. A medida integra a campanha do governo Trump chamada Operação Pária Econômico, cujo objetivo é cortar "linhas financeiras vitais" do Irã.
Ainda, o secretário de Estado, Marco Rubio, determinou que Araghchi e sua delegação deixassem Nova York antes do previsto. Dois funcionários americanos disseram, sob anonimato, que Rubio teria perdido a paciência após pouco progresso em conversas no fim de semana e que avaliou que os iranianos "já haviam excedido sua permanência", ordenando saída imediata na segunda-feira. A delegação teria embarcado muito cedo na terça.
A missão do Irã na ONU, no entanto, negou ter recebido ordem para sair. Em publicação na rede X, afirmou que a delegação deixou Nova York na noite de segunda-feira, conforme cronograma previamente comunicado ao Departamento de Estado dos EUA em 17 de setembro, e acusou Washington de divulgar informações "infundadas". Fonte: Associated Press.
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