Geral
Desemprego cai a 5,3%, mas inadimplência bate recorde e reforça sinais de desaceleração, aponta IBGE
Dados indicam resiliência no mercado de trabalho, mas crescimento da inadimplência preocupa.
O mercado de trabalho brasileiro segue aquecido, com a taxa de desemprego caindo para 5,3%. No entanto, a alta recorde da inadimplência e a desaceleração na criação de vagas indicam sinais de perda de fôlego da economia, conforme apontam dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Banco Central (BC).
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em agosto, igualando o menor patamar recente e confirmando a força do mercado de trabalho.
A taxa de ocupação atingiu o recorde de 103,5 milhões de pessoas. Entretanto, dados do Banco Central mostraram que a inadimplência média nas operações de crédito subiu para 5%, o maior nível da série histórica iniciada em 2011.
Conforme análise da mídia, economistas apontam que, embora o mercado de trabalho se mostre ainda resiliente, há evidências de desaceleração da atividade econômica. A combinação de juros elevados e crédito mais caro sugere um arrefecimento na demanda doméstica e no crescimento econômico.
O economista da ASA Investimentos, Leonardo Costa, destacou que, apesar do desemprego permanecer baixo e estável, a criação de vagas tem mostrado perda de intensidade, refletindo quedas na massa salarial efetiva. Isso pode indicar um ambiente menos favorável ao consumo das famílias nos próximos meses.
A desaceleração já era esperada pelo mercado, dada a política monetária restritiva em curso. Com os juros elevados, o crédito tende a encarecer, desestimulando o consumo e os investimentos, mas ajudando no controle da inflação. Os dados setoriais do IBGE indicam uma concentração da ocupação na construção civil e na indústria, enquanto os demais segmentos permanecem estáveis.
Os indicadores do mercado de trabalho continuam em níveis historicamente favoráveis, com o Brasil contabilizando 5,8 milhões de desempregados e uma taxa de ocupação de 58,9% da população em idade trabalhadora. O total de trabalhadores com carteira assinada atingiu 39,5 milhões, enquanto 13,7 milhões atuam sem carteira e 26,1 milhões trabalham por conta própria.
Por outro lado, no setor de crédito, a inadimplência das famílias aumentou de 5,8% para 6% em agosto, estabelecendo também um recorde na série histórica do Banco Central. A taxa de inadimplência das empresas permaneceu em 3,3%, o maior patamar desde 2017. Nas contas públicas, o Tesouro Nacional registrou um déficit primário de R$ 13,58 bilhões em agosto.
Ainda assim, houve uma melhora em relação ao déficit de R$ 16,2 bilhões registrado no mesmo mês do ano passado, além de representar o melhor resultado para agosto desde 2021.
Por Sputnik Brasil
Mais lidas
-
1MÚSICA
Joelson dos Oito Baixos leva o forró pé-de-serra ao Giro das Tradições nesta terça-feira (22)
-
2SEGURANÇA PÚBLICA
Homem apontado como integrante de 'Equipe Caos' do CV no Morro do Fubá morre em confronto com PMs
-
3CULTURA
Rick e Renner: dupla que atravessou quatro décadas e teve separações e polêmicas ao longo da carreira
-
4CULTURA
Cantor Rick, da dupla com Renner, ostenta mansões nos Estados Unidos e interior de São Paulo; conheça
-
5INCLUSÃO DIGITAL
Ministério das Comunicações autoriza novos canais de TV aberta em dois municípios de Alagoas