Geral
Governo Central tem déficit primário de R$ 13,585 bi em agosto, mostra Tesouro
Resultados no cenário fiscal
As contas do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) apresentaram um déficit primário de R$ 13,6 bilhões em agosto, revertendo um resultado superavitário de R$ 10,783 bilhões em julho, conforme informou o Tesouro nesta terça-feira, 29.
O déficit de agosto superou as expectativas do mercado financeiro, cuja mediana da pesquisa Projeções Broadcast indicava um resultado negativo de R$ 14,150 bilhões. As projeções variaram entre R$ 23,6 bilhões e R$ 9,4 bilhões, todas apontando para um resultado deficitário.
Comparando-se com anos anteriores, o resultado primário de agosto ficou abaixo do déficit de R$ 15,6 bilhões registrado no mesmo mês de 2025. Este déficit foi o menor para o mês, na série corrigida pela inflação, desde 2021, quando alcançou R$ 11,782 bilhões.
As despesas do Governo Central aumentaram 1,9% em agosto em relação ao mesmo mês de 2025, já considerando a inflação. Por outro lado, as receitas totais cresceram 3,5% no mesmo período.
No último mês, a arrecadação governamental com impostos e contribuições federais totalizou R$ 241,960 bilhões.
Aberturas:
As contas do Tesouro Nacional, incluindo o Banco Central, apresentaram um superávit primário de R$ 5,021 bilhões em agosto.
A Previdência Social registrou um déficit primário de R$ 18,606 bilhões no mesmo mês.
Por sua vez, o Banco Central isoladamente teve um déficit de R$ 57 milhões.
Acumulado:
No acumulado até agosto de 2026, o Governo Central acumula um déficit primário de R$ 94,869 bilhões. No mesmo período de 2025, o resultado era negativo em R$ 86,1 bilhões, sem correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Durante o ano, as despesas aumentaram 5,7%, enquanto as receitas totais também apresentaram um crescimento de 5,7% acima da inflação.
Nos últimos 12 meses até agosto, o déficit primário do Governo Central chega a R$ 68,7 bilhões, representando 0,53% do Produto Interno Bruto (PIB). As despesas obrigatórias correspondem a 17,34% do PIB, e as discricionárias, 1,84%.
A meta fiscal para 2026 é de superávit primário de 0,25% do PIB, com uma tolerância de 0,25 ponto porcentual para mais ou para menos.
Mais lidas
-
1MÚSICA
Joelson dos Oito Baixos leva o forró pé-de-serra ao Giro das Tradições nesta terça-feira (22)
-
2SEGURANÇA PÚBLICA
Homem apontado como integrante de 'Equipe Caos' do CV no Morro do Fubá morre em confronto com PMs
-
3CULTURA
Rick e Renner: dupla que atravessou quatro décadas e teve separações e polêmicas ao longo da carreira
-
4CULTURA
Cantor Rick, da dupla com Renner, ostenta mansões nos Estados Unidos e interior de São Paulo; conheça
-
5INCLUSÃO DIGITAL
Ministério das Comunicações autoriza novos canais de TV aberta em dois municípios de Alagoas