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Kiev é alvo de novos ataques um dia após bombardeio à Academia de Ciências da Ucrânia

Novos ataques russo marcam a escalada de tensões na região

Estadao Conteudo 29/09/2026
Kiev é alvo de novos ataques um dia após bombardeio à Academia de Ciências da Ucrânia
Kiev sofre novos ataques após bombardeio que deixou mortos

A Força Aérea da Ucrânia afirmou na madrugada desta terça-feira, 29, que Kiev foi alvo de um novo ataque russo, um dia após o bombardeio que deixou pelo menos sete mortos e mais de 60 feridos, provocando um incêndio na Academia de Ciências da Ucrânia.

"Novos mísseis balísticos se dirigem a Kiev", alertou a Força Aérea da Ucrânia no Telegram. Segundo a corporação, a Rússia lançou mísseis balísticos e dezenas de drones a jato contra a capital.

O presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, informou que o ataque atingiu um depósito em uma estação ferroviária, centros de dados, centros empresariais e edifícios residenciais. Ele destacou que houve interceptações bem-sucedidas durante a noite, incluindo a de mísseis balísticos.

O Ministério da Defesa da Rússia, por sua vez, declarou que as Forças Armadas Russas realizaram “um ataque em grupo utilizando armas de precisão terrestres e veículos aéreos não tripulados” contra centros logísticos, instalações portuárias e de infraestrutura de transporte, bem como embarcações marítimas posicionadas em defesa das Forças Armadas Ucranianas.

Além de Kiev, a cidade de Odessa, no sul do país, também foi alvo de ataques. Segundo autoridades ucranianas, pelo menos nove pessoas ficaram feridas, sendo uma em Kiev e oito em Odessa.

Nas últimas semanas, a capital ucraniana tem sido alvo de ataques aéreos russos cada vez mais intensos, tanto de dia quanto à noite.

Na segunda-feira, 28, uma mulher morreu e seis pessoas ficaram feridas após um ataque de drones russos que provocou um incêndio na Academia de Ciências da Ucrânia, conforme relatou Zelenski.

Na semana passada, o presidente voltou a solicitar aos aliados ocidentais da Ucrânia que aumentassem a ajuda militar ao país, especialmente com o fornecimento de mais interceptores Patriot, de fabricação americana, capazes de derrubar potentes mísseis balísticos. (Com agências internacionais).