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Comissão eleitoral de Israel barra partidos árabes e aprova extrema direita para eleições

Voto de partidos árabes é vetado após pedido do governo Netanyahu.

Sputnik Brasil 25/09/2026
Comissão eleitoral de Israel barra partidos árabes e aprova extrema direita para eleições
Comissão eleitoral de Israel veta partidos árabes e permite participação da extrema direita nas eleições. - Foto: © AP Photo / Maya Alleruzzo

A Comissão Eleitoral de Israel vetou nesta quinta-feira (25) a participação de todos os partidos árabes nas eleições gerais de 27 de outubro. Essas serão as primeiras eleições após o início do conflito com o grupo palestino Hamas e a destruição da Faixa de Gaza.

Por outro lado, as siglas de extrema direita foram aprovadas. A Suprema Corte ainda precisa validar o veto. Caso o veto seja mantido, não foi informado para onde serão destinados os votos dos partidos árabes.

A comissão argumentou que o veto à entrada dos partidos Árabe Unida (Ra'am) e a coalizão Lista Conjunta ocorreu a pedido dos partidos da base do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

A ONG israelense Adalah, que representa as listas e políticos árabes, qualificou o veto como "arbitrário, racista e que incita ao ódio, desconsiderando as garantias do devido processo legal".

Pesquisas de opinião no país indicam que Netanyahu não tem intenção de se reeleger. A votação para o Parlamento, o Knesset, com 120 cadeiras, acontece a cada quatro anos, com a distribuição de votos através de representação proporcional, atingindo a cláusula de barreira de 3,25% dos votos nacionais, equivalente a quatro cadeiras.

Ontem (24), dezenas de delegados das Nações Unidas se retiraram do plenário quando Netanyahu iniciou seu discurso na Assembleia Geral dos líderes mundiais. Descrevendo-os como "covardes morais", ele pediu que aqueles que pensassem da mesma forma se retirassem antes que ele começasse a falar.

Netanyahu dedicou parte do discurso à defesa das ações militares de Israel e afirmou que o ataque contra o Irã foi "uma das decisões mais fáceis que precisou tomar". Segundo o primeiro-ministro, a ação israelense não teria apenas protegido o próprio país, mas também outras nações.


Por Sputinik Brasil