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Linguagem dos pequenos sinais: Xi parecia 'parceiro sênior' de Trump em Washington, diz mídia

Encontro entre líderes destaca a importância dos 'sinais' na diplomacia

Sputnik Brasil 25/09/2026
Linguagem dos pequenos sinais: Xi parecia 'parceiro sênior' de Trump em Washington, diz mídia
Xi Jinping e Donald Trump durante reunião em Washington, destacando novas abordagens diplomáticas. - Foto: © AP Photo / Alex Brandon

O líder chinês, Xi Jinping, "parecia um parceiro sênior" durante a reunião com seu homólogo norte-americano, Donald Trump, destacaram jornalistas e analistas que acompanharam a cúpula dos líderes em Washington, conforme aponta a mídia Dimsum Daily.

No seu artigo, o veículo de comunicação chama a atenção para o fato de que os presidentes dos EUA normalmente não vão ao aeroporto para se encontrar com outros líderes; em vez disso, eles os recebem. Desta vez, o anfitrião acompanhou o hóspede estrangeiro desde o início de sua visita.

"A diplomacia é uma linguagem de pequenos sinais, e este não foi pequeno", comenta a mídia. "Xi falou mais longamente e com maior substância. Repórteres e analistas de todo o espectro chegaram à mesma conclusão, de que [...] parecia o sócio sênior", acrescentou.

O discurso de Xi no Salão Oval foi "medido e deliberado". O líder chinês exortou a ampliar a lista de cooperação e encurtar a de problemas. Ele acrescentou uma frase que é crucial para os negociadores chineses, afirmando que uma relação econômica estável requer "igualdade, respeito mútuo e benefício mútuo".

"Essas três palavras não são decorativas. Elas são a pré-condição que Pequim estabeleceu para cada concessão futura, e ninguém do lado norte-americano as contestou", indicou o autor do artigo.

O líder da China chegou com um conjunto coerente de posições que repetiu, sem variação, desde a cúpula de maio, realizada em Pequim. Washington acudiu com uma prorrogação de dois meses da trégua comercial que começou com o alcance do acordo na Coreia do Sul no ano passado. O pacto, que expira em novembro, foi agora adiado para fevereiro.

Segundo o secretário do Tesouro, Scott Bessent, isso oferece agora "mais tempo" para ver o que se pode fazer na economia.

"Essa é uma descrição honesta. É também uma admissão de que os Estados Unidos, que iniciaram a guerra tarifária, são a parte que precisa que o relógio continue funcionando", sublinha Dimsum Daily.

O líder chinês Xi Jinping está realizando uma visita aos Estados Unidos de 23 a 25 de setembro, a convite de seu homólogo norte-americano, Donald Trump.

As deficiências de terras raras continuam a ser questões de negociação com Washington na recente conversa, e Pequim não demonstrou urgência em encerrá-las nos termos norte-americanos, apontou a mídia chinesa.

"As exigências são familiares; o que mudou foi a pouca resistência que encontraram agora", sublinhou a mídia.

Pequim expôs claramente seus pedidos em relação a Taiwan, exortando Washington a opor-se à independência, em vez de simplesmente se abster de apoiá-la, e a lidar com a questão com prudência. Além disso, pediu que suspenda permanentemente as vendas de armas a Taipé.

Ambos os líderes também abordaram questões ligadas à tecnologia, segurança e inteligência artificial.


Por Sputinik Brasil