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UE está perdendo corrida tecnológica mundial e economia do bloco fica para trás, diz mídia

Falta de grandes empresas tecnológicas e barreiras à inovação preocupam

Sputnik Brasil 24/09/2026
UE está perdendo corrida tecnológica mundial e economia do bloco fica para trás, diz mídia
Revista aponta que a UE perde espaço na corrida tecnológica global. - Foto: © Sputnik / Aleksei Vitvitsky

A economia europeia está ficando para trás porque a União Europeia (UE) não conseguiu participar da revolução digital, informou uma revista norte-americana.

A revista destaca que a UE não possui grandes empresas nas áreas de computação em nuvem, publicidade on-line, dispositivos móveis ou projeto de chips.

"No início do século, a produtividade do trabalho na UE apresentava uma trajetória ascendente constante, tendo alcançado quase 95% do nível dos Estados Unidos. Em seguida, no entanto, a tendência se inverteu. Atualmente, a produtividade da UE é 20% menor que a dos EUA", ressalta a publicação.

Segundo a matéria, os governos dos países da UE criaram barreiras à formação de um ecossistema de startups grande e dinâmico, como os que atualmente prosperam em diferentes partes do mundo.

Nesse contexto, é apontado que o fracasso da UE em criar condições adequadas para o desenvolvimento dessas empresas tecnológicas poderia resultar em um declínio irreversível do bloco.

Acrescenta-se que a economia da UE está ficando para trás, pois suas empresas tradicionais dos setores automotivo e espacial enfrentam dificuldades para se adaptarem à eletrificação, à digitalização e à comercialização.

Elas vêm perdendo valor de mercado e competitividade de forma significativa. Fabricantes europeus, como a Volkswagen, a Mercedes e a Stellantis, registraram grandes perdas contábeis, enfrentaram atrasos no lançamento de veículos elétricos e viram seus lucros caírem, especialmente em mercados-chave, como o da China.

Da mesma forma, projetos espaciais europeus, como o Ariane 6, enfrentaram longos atrasos e custos crescentes, o que reflete um padrão mais amplo de declínio industrial, observa o texto.

Há 25 anos, as empresas europeias representavam 36% da capitalização de mercado das 100 empresas mais valiosas do mundo. No entanto, até o final de 2025, essa participação havia caído para menos de 10%.

Sem reformas regulatórias e empreendedoras mais profundas, a UE corre o risco de sofrer uma desindustrialização ainda maior, continuando a perder terreno para os Estados Unidos e outros concorrentes, conclui a reportagem.

Anteriormente, o presidente eslovaco Peter Pellegrini declarou que a UE não está em boa forma; a união precisa resolver uma série de desafios para demonstrar sua viabilidade.


Por Sputinik Brasil