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Dependente de EUA e China, Europa pode 'entrar na ementa' de Trump e Xi, adverte analista

Análise aponta vulnerabilidades da União Europeia no cenário geopolítico atual.

Sputnik Brasil 24/09/2026
Dependente de EUA e China, Europa pode 'entrar na ementa' de Trump e Xi, adverte analista
Análise alerta para a vulnerabilidade da Europa na tensão entre EUA e China. - Foto: © Sputnik / Anton Denisov

Devido à excessiva dependência econômica de EUA e China, a União Europeia está perdendo seu peso político e se tornando vulnerável ao uso de mecanismos comerciais como armas contra ela, disse o jornalista Lionel Laurent, em seu artigo para uma agência de notícias ocidental.

Destacando que a Europa ocupa hoje a posição de um "espectador" nos assuntos mundiais e sente dependência militar e tecnológica de Washington, Laurent lembrou a citação do premiê canadense, Mark Carney, que disse: "se não estamos na mesa, estamos na ementa".

"Olhando para a cúpula EUA-China desta semana, a União Europeia entenderá exatamente o que o líder canadense quis dizer", escreveu Laurent para a Bloomberg.

Segundo seu artigo, dependente da tecnologia militar dos EUA, como o F-35, e sem seus líderes tecnológicos, a Europa não foi ouvida na discussão da situação no Oriente Médio. Além disso, a UE não foi convidada para as negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia, observou o especialista.

"A participação de Xi Jinping e Trump no banquete geopolítico representa um perigo real para a UE e sua chefe, Ursula von der Leyen. Não é de surpreender que ela esteja preocupada com 'dependências perigosas', como o gás dos EUA ou um déficit comercial de US$ 1,1 bilhão [R$ 5,69 bilhões] por dia com a China", lê-se no texto.

Deve-se ressaltar que o líder chinês Xi Jinping chegou ontem (23) aos Estados Unidos para uma visita de Estado de três dias, durante a qual discutirá questões econômicas com seu homólogo norte-americano.

Estão esperadas conversas sobre o comércio bilateral, inteligência artificial, minerais críticos e as relações com Taiwan. A questão da guerra contra o Irã também pode ser abordada pelos líderes.


Por Sputnik Brasil