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Bolsas europeias fecham em queda devido à cautela com petróleo e tensões no Oriente Médio

Mercados reagem a dados econômicos mistos e pressões em setores chave

Estadao Conteudo 23/09/2026
Bolsas europeias fecham em queda devido à cautela com petróleo e tensões no Oriente Médio
Bolsas europeias - Foto: Reprodução

As bolsas europeias fecharam em queda nesta quarta-feira, 23, após perderem o impulso da abertura com a retomada do petróleo e a cautela diante das tensões entre Estados Unidos e Irã. Papéis de tecnologia, seguradoras e montadoras foram pressionados, enquanto Londres destoou e encerrou em alta.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em baixa de 0,03%, a 10.705,26 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,59%, a 25.426,79 pontos. Em Paris, o CAC 40 recuou 0,39%, a 8.123,41 pontos. Em Milão, o FTSE MIB cedeu 0,21%, a 51.987,49 pontos. Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,48%, a 19.659,20 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 recuou 0,25%, a 9.632,44 pontos. As cotações são preliminares.

Na agenda macroeconômica, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da zona do euro avançou a 53,1 em setembro, o maior nível em 41 meses e acima do esperado, enquanto o indicador da Alemanha atingiu a máxima de 11 meses, a 53,8.

No Reino Unido, porém, o PMI composto caiu mais que o previsto, ficando em 51,7. A leitura mais forte do bloco também reforçou a cautela com juros: a Berenberg considera quase inevitável uma nova alta de 25 pontos-base pelo BCE até dezembro, enquanto a Capital Economics destacou a aceleração dos preços de insumos e venda.

Em Frankfurt, a Infineon caiu 2,39%, em meio à fraqueza do setor de tecnologia (-0,02%), enquanto a Allianz recuou 3,70%. A seguradora acompanhou perdas em empresas vistas como vulneráveis ao avanço de agentes de inteligência artificial (IA) capazes de facilitar a troca de fornecedores por consumidores. Deutsche Telekom (-0,74%) também cedeu, assim como Orange (-1,77%), em Paris, e Vodafone (-0,96%), em Londres.

As montadoras alemãs igualmente ficaram sob pressão, contribuindo para o desempenho mais fraco do DAX. A Volkswagen cedeu 2,26%. Em contrapartida, petrolíferas avançaram com a recuperação do petróleo e preocupações com a oferta de derivados. A Repsol subiu 3,39% em Madri, a Galp ganhou 2,79% em Lisboa e a Neste avançou 3,24% em Helsinque, após Donald Trump admitir que avalia restrições às exportações americanas de diesel.

Em Zurique, o UBS caiu 1,44% depois de o Senado suíço aprovar proposta para suavizar novas exigências de capital ao banco.

*Com informações da Dow Jones Newswires