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EUA consideram proibir exportações de combustível diesel para frear preços, afirma Bessent

Decisão dependerá da capacidade das refinarias norte-americanas

Sputnik Brasil 22/09/2026
EUA consideram proibir exportações de combustível diesel para frear preços, afirma Bessent
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent - Foto: AP/Markus Schreiber

O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, avalia proibir total ou parcialmente a exportação de diesel, afirmou o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. Segundo ele, a decisão dependerá da capacidade das refinarias norte-americanas de atender à demanda interna.

"Estamos estudando essa questão [das restrições à exportação de diesel]: até que ponto isso é viável diante da capacidade total de refino e se uma proibição total ou parcial funcionaria", disse Bessent a jornalistas à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Anteriormente, a mídia informou que parlamentares estadunidenses e representantes de estados agrícolas aumentaram a pressão sobre o governo Trump para limitar ou bloquear as exportações de diesel, diante da alta recorde dos preços dos combustíveis no mercado interno.

O preço do diesel no varejo dos EUA chegou a US$ 6,51 (R$ 33,22) por galão, cerca de 3,8 litros, o maior valor já registrado. A alta ameaça a temporada de colheitas e eleva o risco de uma forte aceleração da inflação dos alimentos no país às vésperas das eleições de meio de mandato para o Congresso.

Na última semana, o banco central norte-americano chegou a anunciar que, após vários anos sem aumento, elevaria a taxa básica de juros para uma faixa entre 3,75% e 4%. A justificativa do presidente do Federal Reserve dos EUA (Fed, na sigla em inglês) foi justamente a pressão inflacionária sobre o país.

Em uma coletiva de imprensa após o anúncio do Fed, o chefe da política monetária norte-americana explicou que essa medida visa controlar os preços, visto que a inflação do verão (Hemisfério Norte) "não indica que as tendências subjacentes tenham melhorado significativamente" na estabilidade de preços.

"Não podemos ignorar os focos de tensão ao redor do mundo, e nossa avaliação dos cenários geopolíticos mais ou menos prováveis mudou. Esses três fatores levaram a uma decisão firme e unânime hoje", declarou na ocasião.