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Arrecadação até agosto alcança R$ 2,112 trilhões, o maior valor desde 2000

Alta de 7,12% é registrada em relação ao mesmo período do ano anterior

Estadao Conteudo 22/09/2026
Arrecadação até agosto alcança R$ 2,112 trilhões, o maior valor desde 2000
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A arrecadação de impostos e contribuições federais até agosto de 2026 somou R$ 2,112 trilhões, conforme divulgado pela Receita Federal nesta terça-feira, 22. Este montante representa uma alta de 7,12% em comparação ao mesmo período de 2025, descontada a inflação.

O resultado acumulado até agosto é o maior para o período desde 2000.

No relatório de divulgação, o Fisco atribui o desempenho da arrecadação em 2026 a alguns destaques, como a Receita Previdenciária, que obteve uma arrecadação de R$ 507,179 bilhões, com crescimento real de 5,03%.

Esse resultado é justificado pelo crescimento real de 3,47% da massa salarial e de 5,76% na arrecadação do Simples Nacional previdenciário de janeiro a agosto de 2026 em relação ao mesmo período de 2025.

Além disso, houve um crescimento de 16,35% no montante das compensações tributárias com débitos da receita previdenciária em relação a agosto de 2025.

O Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) totalizaram uma arrecadação de R$ 411,048 bilhões, representando um crescimento real de 6,11%. Esse resultado se deve, principalmente, ao crescimento real de 9,26% na arrecadação do lucro presumido e ao aumento real de 19,43% na arrecadação relativa à declaração de ajuste do IRPJ e da CSLL, referentes a fatos geradores ocorridos em 2025.

Além disso, foram registrados pagamentos atípicos no total de R$ 20,926 bilhões durante o período, sendo R$ 11 bilhões referentes ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica e CSLL, e R$ 9,926 bilhões do Imposto de Exportação de petróleo.

O PIS/Pasep e a Cofins somaram uma arrecadação de R$ 412,776 bilhões, representando um crescimento real de 4,52%.

Esse desempenho pode ser explicado pelo aumento de 2,01% no volume de vendas (PMC-IBGE) e de 2,13% no volume de serviços (PMS-IBGE) entre dezembro de 2025 e julho de 2026, em comparação com o período de dezembro de 2024 a julho de 2025.

Além disso, a recuperação da arrecadação dos setores inseridos no Perse e do setor petrolífero, e o desempenho positivo dos segmentos automotivo, de eletricidade e gás, serviços financeiros e do Simples Nacional, contribuíram para esse resultado, sendo também relevantes os efeitos de 12,01% nas compensações tributárias e as desonerações temporárias sobre diesel, biodiesel e querosene de aviação.

O IOF apresentou uma arrecadação de R$ 67,159 bilhões, com um crescimento real de 24,11%. O governo aumentou a alíquota do IOF em junho de 2025 após uma série de impasses com o Congresso, o que impulsionou a arrecadação dessa rubrica.

O IRRF-Rendimentos do Capital teve uma arrecadação de R$ 118,121 bilhões, representando um crescimento real de 18,43%. O resultado do período pode ser justificado pelos aumentos nominais de 31,13% na arrecadação de "Aplicação de Renda Fixa (PF e PJ)", 47,04% na arrecadação de "Juros sobre Capital Próprio" e 11,35% na arrecadação de "Fundos de Renda Fixa".

No fim do ano passado, o Congresso aprovou aumentos nas alíquotas de fintechs e bets, além de um projeto que reduz os benefícios fiscais em 10%.

O texto eleva a CSLL incidente sobre fintechs de maneira escalonada, começando com 9% e indo até 12%, que permanecerá até o fim de 2027, antes de se estabelecer em 15% a partir de 2028. Os bancos pagam 20% de CSLL, mas o imposto efetivo sobre financeiras não bancárias tende a ser maior, em parte devido à sua rentabilidade mais alta.