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Preços da batata, alface e cebola caem no atacado em agosto; tomate sobe 18,13%

Conab revela que hortaliças tiveram queda nos preços, enquanto o tomate teve valorização expressiva.

Estadao Conteudo 22/09/2026
Preços da batata, alface e cebola caem no atacado em agosto; tomate sobe 18,13%
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Os preços das principais hortaliças comercializadas nos entrepostos analisados apresentaram um comportamento predominantemente de baixa em agosto, com destaque para alface e cebola, conforme mostra o 9º Boletim Hortigranjeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta terça-feira, 22. O único produto do grupo que registrou alta foi o tomate, com uma valorização de 18,13%. Entre as frutas, a maioria apresentou tendência de queda, sendo o mamão o que teve o maior recuo, de 10,9% na média ponderada.

A pesquisa da Conab considera cinco frutas (laranja, banana, mamão, maçã e melancia) e cinco hortaliças (batata, cenoura, cebola, tomate e alface) com maior representatividade na comercialização nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do País, que têm maior peso no cálculo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Segundo a Conab, os preços da batata recuaram em todas as Ceasas monitoradas em agosto. Na média ponderada, as cotações do tubérculo no atacado encerraram o mês com uma queda de 11,6%, atingindo o valor médio de R$ 2,63 por quilo. De acordo com o levantamento, a desvalorização observada nos dois últimos meses, após uma sequência de altas desde fevereiro, reflete o aumento da oferta, embora em níveis inferiores aos de julho.

Entre as hortaliças, a cebola e a alface também registraram queda na maior parte das capitais onde a pesquisa é realizada, com recuos de 13,8% e 14,8%, respectivamente.

Após um período de alta que se iniciou em março, a cebola tornou-se mais barata em nove das 10 Ceasas da amostra. A oferta do produto às Ceasas em agosto manteve-se praticamente estável em relação a julho, com um aumento nas remessas dos principais estados produtores, com destaque para Minas Gerais e São Paulo, que juntos representaram 50% do volume comercializado nas centrais avaliadas.

Quanto à alface, embora a oferta tenha diminuído 4,3% em relação a julho, o volume da safra de inverno foi suficiente para atender à demanda. Além disso, as chuvas em algumas áreas produtoras não influenciaram a produção e a colheita de forma significativa.

Após um declínio das cotações em julho, os valores da cenoura mantiveram-se praticamente estáveis em agosto, com uma alta de 0,88%.

O tomate foi a única hortaliça a apresentar valorização na maioria dos entrepostos atacadistas, com um aumento de 18,13% na média ponderada. "Após o pico da safra de inverno em julho, a oferta do fruto e os volumes comercializados diminuíram. A combinação de condições climáticas que interferem na maturação contribuiu para esse cenário", informou a Conab.

Frutas

A comercialização de frutas nas Ceasas cresceu 4,5% em agosto. O mamão ficou mais barato em 70% dos entrepostos monitorados, com média ponderada em queda de 10,9%. Houve um aumento na oferta das variedades formosa e papaia, elevando a disponibilidade da fruta no mercado. "O cenário reflete a ampliação dos envios do sul baiano e do norte capixaba, principais regiões produtoras", explicou a Conab.

A melancia também recuou 3,24% na média ponderada. Apesar do crescimento da demanda em virtude do calor, houve um aumento da oferta, com destaque para Goiás e Tocantins, que costumam ser as principais regiões produtoras até outubro. Mesmo com o aumento dos custos de produção, a elevada produtividade garante rentabilidade aos produtores.

A laranja encerrou agosto com uma redução de 0,95% na média dos preços. Em relação a julho, a oferta às centrais atacadistas aumentou em 1,68% no cinturão citrícola, elevando a disponibilidade tanto no atacado quanto no varejo.

Após um período de desvalorização, as cotações da maçã subiram 2,72% na média ponderada. A Conab atribuiu esse movimento ao consumo gradual dos estoques das câmaras frias e ao aumento da comercialização. A produtividade superior na safra 2025/26 contribuiu para a ampliação da oferta das variedades fuji e gala, especialmente da produção catarinense e gaúcha.

Embora tenha registrado queda na média de preços em seis das 10 Ceasas avaliadas, a banana foi a fruta com maior alta no mês, encerrando agosto com uma valorização de 4,32%. Oscilações de oferta e demanda ao longo do mês, além da qualidade das frutas, interferiram na composição dos preços.