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Belo Horizonte é a 2ª capital a implantar metodologia bilíngue desenvolvida em Alagoas

Duas escolas municipais da capital mineira adotam metodologia pioneira no Brasil; modelo já levou crianças à fluência em inglês aos 9 anos e é estudado por pesquisadores da FGV

Algo Mais Comunicação Corporativa 21/09/2026
Belo Horizonte é a 2ª capital a implantar metodologia bilíngue desenvolvida em Alagoas
Belo Horizonte é a 2ª capital a implantar metodologia bilíngue desenvolvida em Alagoas

Duas escolas da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte passam a adotar, neste semestre, o ensino bilíngue por meio da metodologia Systemic Bilingual, desenvolvida há 25 anos em Alagoas. O projeto-piloto da Secretaria Municipal de Educação (Smed) atenderá inicialmente 115 estudantes e prevê a possibilidade de expansão para outras unidades da capital a partir de 2027.

O lançamento ocorreu na sexta-feira (18), no CEI Imaculada, e no sábado (19), na Escola Municipal Ulysses Guimarães. As atividades reuniram estudantes, famílias, professores e equipes pedagógicas, apresentaram as propostas e marcaram o início da nova experiência de aprendizagem.

O diferencial da proposta é utilizar o inglês como língua de aprendizagem de outros conteúdos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). No contraturno, por meio do Programa Escola Integrada, os estudantes participam de 15 horas semanais de atividades em inglês, que envolvem áreas como matemática, ciências e artes.

Metodologia pioneira

Desenvolvida há 25 anos, a Systemic Bilingual está presente em mais de 150 escolas privadas brasileiras e ganhou destaque nacional a partir da experiência na rede pública de Pilar, em Alagoas. Implantado há quatro anos, o programa atende 250 estudantes em tempo integral e já recebeu visitas de gestores e coordenadores de 130 municípios interessados em conhecer a experiência.

A cofundadora e CEO da Systemic Bilingual, Vanessa Tenório, participou das cerimônias em Belo Horizonte e explicou o diferencial da metodologia. “A estrutura curricular integra o inglês a disciplinas como história, geografia e matemática, por meio de jornadas interdisciplinares. Ao mesmo tempo, os alunos desenvolvem habilidades socioemocionais, como comunicação e confiança para falar em público”, explica.

Os resultados obtidos em Alagoas também passaram a ser objeto de estudo de pesquisadores da Fundação Getulio Vargas (FGV). A pesquisadora Gabriela Lotta avaliou que a experiência demonstra o potencial da educação bilíngue quando adaptada à realidade das redes públicas e que é possível replicá-la em outras unidades públicas.

Com os resultados alcançados, a metodologia chegou à capital e nos municípios de União dos Palmares, São Miguel dos Campos, Paripueira e Cajueiro. Mais recentemente, foi implantada também em municípios de Pernambuco e da Bahia. No Sudeste, Belo Horizonte, Araguari e Perdigão são os primeiros municípios a implementar o projeto-piloto.

Ampliação do acesso

Em Belo Horizonte, as aulas são ministradas por profissionais da própria Rede Municipal, selecionados de acordo com o perfil e a proficiência em inglês, e recebem formação continuada e suporte técnico especializado.

Nesta primeira etapa, o projeto contempla três turmas do 1º ano do ensino fundamental na Escola Municipal Ulysses Guimarães e duas turmas de crianças de 5 anos no CEI Imaculada. A previsão é que, a partir de 2027, a iniciativa seja ampliada gradualmente para uma escola de cada regional de Belo Horizonte.

“O objetivo do projeto é democratizar o acesso ao aprendizado de uma segunda língua e garantir que os estudantes da rede pública desenvolvam a fluência comunicativa desde os primeiros anos do Fundamental”, afirma Juliana Coelho, da Diretoria do Ensino Fundamental da Smed Belo Horizonte.