Geral
Ibovespa sobe com exterior e de olho em pesquisas eleitorais, mas queda do petróleo limita
Mercado acompanha movimentações de Wall Street e eventos políticos.
O Ibovespa abriu em alta de 0,01%, na mínima a 185.246,81 pontos, e há instantes acelerou o ritmo para a casa dos 186 mil pontos. O avanço acompanha as bolsas do Ocidente, em meio ao recuo do petróleo, o que ajuda a reduzir um pouco as pressões inflacionárias mundiais.
Ainda ficam no radar pesquisas eleitorais em semana de agenda carregada, com divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), do Relatório de Política Monetária (RPM), da arrecadação de agosto, do boletim Macrofiscal no Brasil e do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) de setembro, na sexta-feira.
No exterior, a atenção principal é a 81ª Assembleia Geral da ONU, com discursos dos presidentes Donald Trump (EUA), Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), entre outros. Também é esperado um encontro entre Trump e o presidente da China, Xi Jinping, para falar de comércio, terras raras e inteligência artificial (IA). Além disso, sairão os índices PMIs e haverá esperados discursos de autoridades monetárias.
Nesta segunda-feira, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que há chance de as lideranças se encontrarem mais duas vezes depois desta semana para debater IA. Ele disse ainda que os EUA discutiram tarifas com Pequim, mas sem detalhamento.
Em meio a essa expectativa, as bolsas de Nova York e da Europa avançam, diante do recuo de cerca de 3% nas cotações futuras do petróleo. A commodity cede por alívio das preocupações sobre possíveis interrupções nos fluxos de oleodutos da Arábia Saudita.
Segundo Marco Saravalle, estrategista-chefe da Krivo Capital, a desvalorização do petróleo deve ser interpretada com cautela, ao lembrar que parte do oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita, estratégico por permitir o escoamento de petróleo sem passar por Ormuz, ainda enfrenta limitações.
Já o minério de ferro subiu 0,14% hoje em Dalian, na China, onde o banco central manteve suas principais taxas inalteradas.
Na sexta-feira, o Ibovespa fechou em baixa de 0,41%, aos 185.229,17 pontos, e com queda semanal de 1,06% - a primeira desvalorização depois de quatro semanas seguidas de alta.
Hoje, o boletim Focus mostrou piora nas expectativas para o IPCA deste ano, mas redução na projeção para a Selic no fim de 2026, passando de 13,75% para 13,50%, depois que o Banco Central, em sua última reunião, deixou a porta aberta para novos cortes.
Quanto à pesquisa BTG/Nexus, o levantamento divulgado hoje mostra o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) permanecendo tecnicamente empatados em uma eventual disputa de segundo turno. O petista tem 46% das intenções de voto, e o bolsonarista, 45%.
Hoje, ainda sairá pesquisa Qauest (18 horas). Nos próximos dias, o calendário prevê a publicação dos levantamentos AtlasIntel, Datafolha e Real Time Big Data. "Cada divulgação poderá provocar volatilidade no Ibovespa, no dólar e na curva de juros", diz Saravalle.
Por volta das 10h40, o Ibovespa subia 0,59%, aos 186.388,35 pontos, ante máxima do dia em 186.897,62 pontos (alta de 0,90%).
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