Geral
De 'objeto' a 'sujeito': como a África pode ser protagonista no século XXI (parte 1)
O continente se transforma em ator geopolítico e busca autonomia sobre seus recursos estratégicos.
Alvo de cobiça e exploração durante séculos e ainda lutando contra o neocolonialismo, a África deixa de ser vista como mero objeto de disputas e se consolida como ator geopolítico cada vez mais relevante. O continente amplia sua capacidade de articulação por meio de instituições e mecanismos de integração regional, como a União Africana e a Área de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA).
Essa transformação ocorre em meio à crescente presença e disputa por influência de potências. Paralelamente, as nações africanas buscam ampliar sua autonomia e aproveitar o potencial de recursos estratégicos, como lítio, cobalto, cobre, urânio e terras raras.
Para Carolina Ferreira Galdino, da PUC-SP, o continente ganha atuação mais ativa. 'Então, ao fazer parte ou ao edificar novas instituições internacionais, ou conseguir ingressar efetivamente em novas instituições, organizações internacionais, a África acaba deixando de ser objeto e se transforma em sujeito', afirma. 'Sujeito sempre foi, mas a questão é a forma como sempre foi representada e sempre foi invisibilizada na arena internacional.'
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