Geral
Takaichi troca parte do gabinete para recuperar popularidade no Japão
Primeira-ministra enfrenta desafios internos e externos na nova configuração ministerial
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, promoveu nesta quinta-feira uma reforma ministerial para tentar reverter a queda de popularidade, mas manteve titulares considerados centrais, em meio a pressões do presidente dos EUA, Donald Trump, por mais gastos em defesa, maior investimento japonês nos Estados Unidos e medidas contra a desvalorização do iene.
Esta é a primeira grande mudança de gabinete desde que Takaichi - um nome da ala mais à direita do Partido Liberal Democrata (PLD) - assumiu em outubro, tornando-se a primeira mulher a liderar o país na história moderna. No Japão, a troca de ministros é uma ferramenta usada para ajustar o equilíbrio interno do partido, sinalizar prioridades e buscar melhora na opinião pública.
Após meses de aprovação elevada, impulsionada por um estilo visto como direto e capaz de atrair eleitores mais jovens, Takaichi perdeu apoio ao defender medidas polêmicas, incluindo a manutenção de regras que preveem a sucessão masculina na família imperial, em um momento em que a população esperava ações mais duras contra a inflação. "Faremos um Japão forte e próspero sob uma política fiscal responsável e expansionista," disse ela em entrevista coletiva após a formalização do novo gabinete em cerimônia no palácio.
Para garantir continuidade e preservar a relação com Washington, Takaichi manteve o ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, e o chanceler Toshimitsu Motegi - ambos apontados como seus principais rivais internos, o que também ajuda a conter a influência deles. Permaneceram ainda a ministra das Finanças, Satsuki Katayama, aliada próxima de Takaichi e responsável por sua agenda de gastos, o ministro de Política Econômica e Fiscal, Minoru Kiuchi, e o ministro do Comércio, Ryosei Akazawa, que tem lidado com exigências americanas sobre tarifas e investimentos.
Na reorganização da cúpula partidária, anunciada na quarta-feira, Takaichi também manteve o ex-primeiro-ministro Taro Aso como vice-presidente do PLD e reforçou posições de aliados, enquanto outro rival, Takayuki Kobayashi, seguiu à frente do conselho de pesquisa de políticas do partido.
No plano externo, a premiê reiterou que o Japão busca relações "estáveis e construtivas" com a China, após tensões aumentarem com declarações dela no ano passado sobre possível intervenção militar japonesa caso Pequim atuasse contra Taiwan. Ela viajará a Nova York para a Assembleia Geral da ONU ainda neste mês e tenta viabilizar uma reunião com Trump antes do encontro previsto em 24 de setembro entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping.
Takaichi trocou 10 dos 18 ministros, incluindo pastas como Agricultura e Assuntos Internos. Na economia, sua proposta para enfrentar o custo de vida - cortar por dois anos o imposto sobre consumo para 1% (de 8%) e fazer pagamentos a famílias - dividiu o PLD e elevou preocupações com a saúde fiscal do país. A política de gastos também motivou críticas do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, que pediu o fim de medidas vistas como favorecedoras de iene fraco e juros baixos.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast (Sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).
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