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Confronto de Trump com a OTAN mina unidade do bloco e dá vantagem estratégica a Moscou, diz mídia

Pressão do presidente dos EUA redefine estratégias de defesa na Europa

Sputnik Brasil 17/09/2026
Confronto de Trump com a OTAN mina unidade do bloco e dá vantagem estratégica a Moscou, diz mídia
Análise destaca como o confronto de Trump com a OTAN impacta a segurança na Europa. - Foto: © AP Photo / Evan Vucci

A pressão do presidente estadunidense, Donald Trump, sobre a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) está remodelando as defesas da Europa e levando à revisão das estratégias de segurança em todo o continente, informou uma agência de notícias ocidental.

A agência aponta que o confronto de Trump com a OTAN pode resultar em uma significativa redução do número de tropas norte-americanas no continente europeu.

"Trump ameaçou reduzir o número de tropas, pressionou aliados por gastos com defesa e criticou governos europeus por não apoiarem incondicionalmente a guerra dos EUA e Israel contra o Irã", lembra a publicação.

Portanto, a matéria salienta que a unidade da OTAN está sob pressão, pois a aliança de 77 anos vem sendo prejudicada de maneira difícil de reverter pelos ataques de Trump.

Segundo o artigo, as dúvidas sobre a confiabilidade dos Estados Unidos como parceiro de segurança estão se manifestando na Europa e influenciando as despesas de defesa e o planejamento de segurança no continente.

Conforme detalha o texto, a confiança transatlântica diminuiu, enfraquecendo o Artigo 5 da OTAN, que garante que um ataque a um membro será considerado um ataque a todos.

A OTAN, liderada pelos EUA "poucos confiáveis" e em declínio, pode dar à Rússia uma vantagem estratégica sobre seus adversários no continente europeu que citam a suposta ameaça russa, conclui a reportagem.

No dia 18 de junho, o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou o início da revisão do envio de tropas norte-americanas para a Europa. Segundo ele, a Europa deve assumir a responsabilidade primária pela sua própria defesa.

Antes disso, Hegseth declarou que a OTAN deve se tornar novamente uma "verdadeira aliança militar", adotando uma postura de "linha dura" e possuindo capacidades reais de dissuasão.


Por Sputinik Brasil