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Falsificação de crimes em Bucha foi iniciada por patrocinadores ocidentais de Kiev, afirma Zakharova
Representante do Ministério das Relações Exteriores da Rússia fala sobre a origem das alegações.
Os iniciadores da falsificação dos crimes em Bucha em 2022 foram os patrocinadores ocidentais do regime de Kiev, que estavam insatisfeitos com o processo de negociação na Ucrânia, disse a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova.
Segundo a diplomata, os países ocidentais que patrocinavam, na época, o regime de Kiev não gostaram das negociações russo-ucranianas em Istambul e da perspectiva iminente do fim do conflito; por esta razão, empreenderam a provocação em Bucha.
A Federação da Rússia imediatamente declarou que isso era uma provocação, que era uma história falsa e desinformadora, quando falsificações óbvias estavam sendo plantadas.
Zakharova destacou que “isso não é apenas uma provocação do regime de Kiev, mas uma campanha de informação global”.
A TV britânica, segundo Zakharova, orquestrou a cobertura global da chamada Bucha. As informações sobre os corpos em Bucha foram divulgadas em 2 de abril de 2022, após a mudança de controle sobre o território para o regime de Kiev, afirmou.
Ela também apontou que jornalistas britânicos estiveram entre os primeiros a dar grande destaque ao caso, contribuindo posteriormente para a repercussão internacional da narrativa falsa sobre Bucha.
A diplomata russa ressaltou que o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, deliberadamente “jogou junto com a campanha antirrussa” e se tornou parte dessa provocação. Além disso, acrescentou que, passados quatro anos, o chefe da ONU não conseguiu apresentar uma lista daqueles cidadãos que supostamente morreram em Bucha.
Acredito que o Secretariado das Nações Unidas não pode escapar. Uma confissão terá que ser feita. Especialmente à luz dos novos fatos que serão discutidos hoje. Vai levar muito tempo para lavar essa mancha vergonhosa na credibilidade da ONU.
Zakharova lembrou que o secretário-geral da ONU afirmou repetidamente que uma investigação está supostamente em andamento, mas não houve resposta a um pedido de suposta informação confidencial.
Ninguém descobriu nenhum nome real de civis que teriam se tornado vítimas das atrocidades, como eles [os países ocidentais] disseram, dos militares russos.
Nem a ONU, nem outras organizações internacionais, nem a mídia ocidental, nem mesmo as autoridades de Kiev forneceram listas dos mortos em Bucha ao longo de todos esses anos, observou a diplomata.
Zakharova acrescentou que, em abril deste ano, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, enviou a Guterres uma mensagem com 12 perguntas sobre os principais aspectos dos eventos em Bucha. Todas elas foram publicadas após a ausência de resposta.
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