Geral
Bolsas de NY fecham em baixa devido ao aperto nos juros pelo Fed
Cenário impactado por decisões da autoridade monetária e preocupações com IA
As bolsas de Nova York fecharam em baixa nesta quarta-feira, 16, pressionadas pela decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), que elevou as taxas pela primeira vez desde 2023. As sinalizações subsequentes de uma política mais restritiva da autoridade também contribuiram para o cenário negativo. Os comentários do presidente do Fed, Kevin Warsh, na coletiva sugerem preocupação com a inflação e são interpretados como um sinal de aperto no futuro.
Além disso, permanece no radar o receio com os desdobramentos da inteligência artificial (IA) e os impactos no mercado.
O Dow Jones fechou em queda de 1,21%, aos 51.461,90 pontos; o S&P 500 perdeu 0,45%, indo a 7.551,81 pontos; e o Nasdaq caiu 0,01%, encerrando em 25.978,42 pontos.
Nesta quarta, o subsecretário de Defesa dos EUA para Pesquisa e Engenharia, Emil Michael, afirmou que as empresas que desenvolvem modelos de IA de ponta "não estão investindo o suficiente" em segurança e que não há impedimento para que desacelerem projetos e elevem padrões antes de lançar novos produtos. Enquanto isso, a OpenAI manteve conversas iniciais com investidores sobre uma nova rodada de financiamento que poderia avaliá-la em mais de US$ 1,2 trilhão.
A União Europeia (UE) propôs proibir o uso de redes sociais por crianças com menos de 13 anos e estabelecer restrições de acesso para adolescentes mais velhos. O plano, apresentado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, soma-se a iniciativas globais para proteger jovens em plataformas como Instagram e TikTok contra danos no ambiente online.
A Nvidia, o Google e a Emerald AI anunciaram o lançamento da AI Energy Management Alliance (AEMA), uma coalizão voltada ao desenvolvimento de data centers de IA capazes de ajustar dinamicamente o consumo de eletricidade conforme as condições da rede.
Segundo a Reuters, a sul-coreana SK Hynix está em conversas com a Intel (+4%) para fechar um acordo que permitiria à fabricante produzir chips de memória nos EUA pela primeira vez, o que contribuiu para as ações de ambas em Nova York.
Ainda nesta quarta, a SK Hynix e seu sindicato fecharam um acordo revisado de remuneração que amplia a parcela em dinheiro dos bônus especiais, atrelados ao salto de lucros impulsionado pelo boom da inteligência artificial (IA).
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