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Cientistas criam atlas com 1.000 microproteínas novas que muda visão sobre Alzheimer

Pesquisa revela novos alvos para estudo da doença.

Sputnik Brasil 16/09/2026
Cientistas criam atlas com 1.000 microproteínas novas que muda visão sobre Alzheimer
Atlas revela novas microproteínas relacionadas ao Alzheimer, potencializando pesquisa sobre a doença. - Foto: CC BY-SA 2.0 / A Health Blog / Exercise Plays Vital Role Maintaining Brain Health

Cientistas do Instituto Salk de Estudos Biológicos de San Diego, na Califórnia, detectaram mais de 1.000 microproteínas anteriormente escondidas em amostras de tecido cerebral humano. Algumas dessas proteínas revelaram uma expressão alterada em pessoas com Alzheimer, segundo novo estudo publicado na revista Nature.

Pesquisadores norte-americanos utilizam uma combinação de vários métodos para identificá-las no córtex pré-frontal dorsolateral, uma região do cérebro envolvida no controle cognitivo de pessoas com e sem doença. Em particular, eles implementaram a espectrometria de massa, sequenciamento de ácido ribonucleico e perfilamento ribossômico.

Como resultado, a equipe conseguiu analisar 608 amostras cerebrais post-mortem de indivíduos com e sem Alzheimer, identificando 4.321 microproteínas. Constatou-se que cerca de 3.217 delas não tinham sido previamente caracterizadas em um catálogo padrão de proteínas humanas chamado UniProtKB/Swiss-Prot.

Depois, os cientistas aplicaram um modelo de aprendizado profundo para selecionar 1.067 microproteínas, algumas das quais foram expressas de forma diferente em pessoas com Alzheimer.

O neurocientista e coautor do estudo Brendan Miller explicou que a doença de Alzheimer é uma proteinopatia em que a patologia se deve, em parte, às proteínas que têm se envolvido incorretamente ou acumulado, provocando uma resposta tóxica.

Como resultado do seu trabalho, os pesquisadores norte-americanos desenharam um atlas, que pode ser usado por diferentes laboratórios para baixarem todas as sequências encontradas e projetarem experimentos a fim de validá-las.

O novo atlas pode abrir caminho para desbloquear outros mecanismos de envelhecimento e neurodegeneração.


Por Sputnik Brasil