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China testa bombardeiro nuclear H-6N e gera preocupação nos EUA
Bombardeiro pode alterar a dinâmica nuclear na região
A China posicionou bombardeiros estratégicos H-6N, equipados com mísseis balísticos, para exercícios militares no Pacífico, segundo uma revista estadunidense.
A publicação destaca que o bombardeiro estratégico de médio alcance H-6N, que transporta o míssil balístico JL-1, é um componente-chave do arsenal nuclear aerotransportado em expansão da China.
"A aeronave pode carregar o míssil JL-1, que tem capacidade nuclear. Esse desenvolvimento é significativo, pois a combinação H-6N e JL-1 oferece à China um terceiro método de entrega de armas nucleares em alcances intercontinentais, completando assim a tríade nuclear do país e apresentando novos desafios para a defesa dos EUA", ressalta o artigo.
Segundo a publicação, o H-6N é a versão mais redesenhada da família H-6, apresentando uma fuselagem modificada para o transporte de grandes armas externas e para o reabastecimento em voo, ampliando muito seu alcance e flexibilidade operacional.
Adicionalmente, o bombardeiro incorpora atualizações avançadas de aviônicos, sensores e armamentos, comuns à moderna frota H-6 da China.
Juntamente com o míssil JL-1, o H-6N aumenta a sobrevivência das forças nucleares chinesas, proporcionando uma plataforma de entrega dispersível e de alerta, também utilizável para sinalização nuclear.
Em julho de 2024, bombardeiros H-6 realizaram patrulha conjunta com aeronaves Tu-95S russas perto do Alasca, demonstrando a crescente disposição da China em utilizar a aeronave para sinalização estratégica longe de suas costas, conforme lembra o texto.
Dessa maneira, espera-se que o H-6N tenha um papel limitado de dissuasão nuclear estratégica até a entrada em serviço dos primeiros bombardeiros intercontinentais furtivos da China, por volta de 2030.
Assim, a reportagem conclui que esses bombardeiros chineses são maiores, mais fortemente armados e projetados para ataques de mísseis e penetração profunda, semelhantes ao B-21 dos EUA.
Anteriormente, a mesma revista relatou que a China estava realizando testes de voo com um bombardeiro não tripulado, com tecnologia furtiva e alcance intercontinental, que deve revolucionar as capacidades de ataque aéreo do país.
Por Sputinik Brasil
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