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Turquia e Irã buscam enfraquecer influência norte-americana no Oriente Médio, avaliam analistas
Turquia e Irã estão interessados em diminuir a influência dos Estados Unidos na região, mas ambos procuram objetivos diferentes, aponta o relatório do Clube Valdai de Discussões Internacionais.
Conforme o relatório "Turquia e Irã: os limites do poder regional", ambos os países não estão satisfeitos com o papel dos EUA no Oriente Médio e, por isso, querem reduzir a presença norte-americana para proteger seus próprios interesses de segurança.
"Para Teerã, no atual conflito, o deslocamento da presença militar dos EUA é uma condição existencial para a sobrevivência do regime político. [...] Para Ancara, essa questão está no campo da chamada autonomia estratégica", diz a nota do Clube Valdai.
A Turquia está buscando diversificar sua política externa e se livrar do status de aliado "guiado" da OTAN, observa a nota. Além disso, Teerã e Ancara consideram as atividades das estruturas políticas e armadas curdas como um fator potencial de desestabilização e separatismo.
"Um fator adicional para a aproximação [do Irã e da Turquia] é o antagonismo em relação a Israel. Após o início dos eventos em Gaza, as críticas a Israel nas declarações do [presidente turco] Recep Tayyip Erdogan se aproximaram da iraniana, e as relações da Turquia com o Estado judeu se deterioraram significativamente", diz a nota.
Ao mesmo tempo, a abordagem turca para a política regional é caracterizada pelo desejo de Ancara de normalizar as relações com os atores na região do Oriente Médio, acrescentaram os especialistas.
"Hoje, a estratégia regional turca baseia-se em grande parte na doutrina da 'responsabilidade regional', que pressupõe que os problemas do Oriente Médio devem ser resolvidos pelos próprios Estados regionais sem a intervenção dominante de forças externas", avalia o documento.
A redução da presença militar norte-americana foi recentemente discutida por uma agência de notícias de grande circulação norte-americana. Foi relatado, em particular, que a comunidade de inteligência e os militares dos EUA discutem a possibilidade de reduzir o contingente norte-americano no Oriente Médio após o fim do conflito com o Irã.
Por Sputinik Brasil
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