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'Laços atômicos' do BRICS se fortalecem apesar de sanções ocidentais
Chefe da Rosatom destaca crescimento da cooperação atômica entre os países do bloco.
Apesar da pressão das sanções, dos ataques à logística, do colapso do sistema de pagamentos e da interrupção das cadeias de fornecimento, a dimensão do átomo pacífico do BRICS só se intensifica, disse o diretor-geral da empresa russa Rosatom, Aleksei Likhachev.
Discursando durante a cúpula do BRICS em Nova Deli, na Índia, o chefe da estatal russa afirmou que a Rússia e a Índia já prepararam o protocolo sobre a nova fase de cooperação atômica bilateral.
“Espero muito que até o final do ano o assinemos e que não apenas construamos ativamente nossos 'bestsellers' de hoje, mas também envolvamos nossos parceiros indianos na implementação de usinas nucleares de quarta geração”, acrescentou Likhachev.
Além disso, o diretor-geral da corporação russa afirmou que a “carteira de encomendas estrangeiras” da Rosatom excede US$ 200 bilhões (R$ 1,024 trilhão) por um período de dez anos e que está em andamento um trabalho constante para concluir novos contratos.
Mais do que isso, a empresa procura também desenvolver a logística entre os países membros do BRICS no que se refere ao uso da Rota Marítima do Norte como o maior corredor de transporte do Ártico, com a “grande mangueira sul” para os mercados do Leste e Sudeste da Ásia, destacou Likhachev.
Respondendo à pergunta da Sputnik sobre como a Rosatom avalia as perspectivas de ampliar sua presença no Oriente Médio, Likhachev afirmou que o Irã continua sendo a prioridade da Rússia na região e que Moscou envia novos especialistas para a Usina Nuclear de Bushehr.
Entre os demais países da região com os quais a Rússia pretende desenvolver cooperação nuclear estão Armênia, Arábia Saudita e Egito.
Além disso, o chefe da Rosatom afirmou que a Rússia, no âmbito da cooperação com os países do BRICS, está pronta para oferecer e desenvolver projetos de uso de reatores nucleares para fins médicos e para a produção de farmacêutica atômica.
O diretor-geral da corporação não deixou de mencionar o problema do uso da Usina Nuclear de Zaporozhie (ZNPP, na sigla em inglês).
Em particular, ele disse que Moscou informou repetidamente à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que a linha de Dniepre foi reparada do lado russo, e resta apenas alimentá-la do outro lado, mas ainda “não há soluções”.
O chefe da Rosatom declarou também que não é só a Europa que deve tentar influenciar Kiev na questão da segurança da Usina de Zaporozhie.
É necessário informar a comunidade internacional o mais rapidamente possível sobre os riscos e ameaças da ZNPP no contexto do aumento dos ataques das Forças Armadas da Ucrânia no território da Usina Nuclear de Zaporozhie e de Energodar, disse Likhachev anteriormente.
Por Sputinik Brasil
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