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Mendonça rebate Moraes e afirma que documentos do caso Master já foram divulgados

Ministro do STF responde a críticas durante a determinação de levantamento de sigilo.

Sputnik Brasil 11/09/2026
Mendonça rebate Moraes e afirma que documentos do caso Master já foram divulgados
Mendonça destaca levantamento de sigilo sobre documentos do caso Master após críticas de Moraes. - Foto: © Foto / Luiz Silveira / STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso Master, afirmou nesta sexta-feira (11) que todas as informações que estavam sob sigilo e deveriam ser liberadas já foram tornadas públicas, em resposta às críticas do ministro Alexandre de Moraes.

Mais cedo, o presidente do STF, Edson Fachin, determinou que Mendonça retirasse o sigilo dos documentos da investigação em até 24 horas. A decisão segue os acontecimentos da madrugada, quando o presidente da Corte determinou o fim do sigilo do inquérito. Fachin acolheu pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que sustentou que a divulgação parcial dos autos poderia criar uma "ideia equivocada de transparência".

Mendonça sustentou que nem todos os procedimentos podem ser divulgados, devido à existência de investigações em andamento e à necessidade de preservar dados pessoais dos investigados.

"Os procedimentos 'contidos' ou 'relacionados' à PET nº 15.556, que têm relação com o julgamento pautado para a próxima terça-feira, já tiveram seus sigilos levantados por este Relator [...] e estão integralmente disponibilizados aos gabinetes dos eminentes Ministros deste Tribunal", diz Mendonça no despacho.

Ainda segundo o relator, a diferença entre o número de documentos indicado no sistema eletrônico do STF e o total liberado para consulta não significa que peças tenham sido mantidas sob sigilo. Ele explicou que a divergência pode ocorrer por fatores como transferência de documentos para outros procedimentos ou a existência de peças internas, como ofícios e mandados.

Fachin estabeleceu exceções para informações relacionadas a diligências em andamento que podem comprometer o andamento das investigações se forem divulgadas.

Uma sessão extraordinária está marcada para 15 de setembro, quando os ministros deverão analisar a validade do relatório da Polícia Federal que reuniu registros de conversas entre Moraes e o fundador do banco Master, Daniel Vorcaro.

As investigações geraram uma crise interna no STF devido à citação dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Além dos ministros, estão citados os senadores Davi Alcolumbre (União-AP), Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e Ciro Nogueira (PP-PI), o procurador-geral, Paulo Gonet, e o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).


Por Sputinik Brasil