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PISA 2025: Brasil avança em educação, mas aprendizagem ainda é desafio
Especialista afirma que autonomia e estratégias de estudo ganham importância diante dos desafios que permanecem na educação brasileira
O Brasil está entre os países que mais avançaram em proficiência educacional nas últimas duas décadas, segundo os resultados do PISA 2025, divulgados nesta terça-feira (8) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Na comparação entre 2006 e 2025, o país aparece na 7ª posição entre os que mais avançaram em Leitura e Matemática e na 8ª em Ciências. Apesar da evolução, o desempenho dos estudantes brasileiros continua abaixo da média da OCDE nas três áreas avaliadas.
Em 2025, o Brasil registrou 408 pontos em Leitura, 377 em Matemática e 409 em Ciências. A distância em relação à média da OCDE, no entanto, diminuiu desde 2006: em Leitura, passou de 102 para 58 pontos; em Matemática, de 131 para 92; e, em Ciências, de 113 para 77 pontos.
As desigualdades socioeconômicas, porém, permanecem expressivas. Em Ciências, os 25% mais favorecidos tiveram desempenho 96 pontos superior ao dos 25% menos favorecidos, ante uma diferença média de 85 pontos na OCDE. A condição socioeconômica explicou 16% da variação no desempenho em Ciências no Brasil, contra 12% na média da organização.
Para Victor Cornetta, especialista em desenvolvimento de estudantes e fundador da Kaizen Mentoria, os resultados mostram que o avanço na proficiência precisa vir acompanhado de uma discussão sobre como os jovens aprendem e desenvolvem autonomia ao longo da trajetória escolar.
“O Brasil avançou em diferentes indicadores educacionais. Só que estar na escola não significa necessariamente transformar o tempo de estudo em aprendizagem: cada vez mais precisamos olhar para como o aluno estuda, organiza a rotina, identifica dificuldades e desenvolve autonomia para aprender ao longo da vida”, afirma.
Segundo o especialista, as condições sociais e econômicas influenciam diretamente a aprendizagem dos estudantes. Os dados do PISA mostram que jovens de famílias mais favorecidas têm melhores resultados em Ciências, o que revela que nem todos partem das mesmas condições para aprender.
“Os resultados também refletem diferenças nas oportunidades oferecidas. Por isso, é importante considerar as condições de aprendizagem de cada um antes de atribuir essas diferenças exclusivamente ao esforço individual”, explica.
Reconhecer essas distinções não elimina a importância de desenvolver competências como planejamento, organização, gestão do tempo e identificação de dificuldades. Para Cornetta, essas habilidades ajudam o estudante a aproveitar melhor os recursos disponíveis e assumir uma postura mais ativa no próprio aprendizado.
“Ensinar conteúdo continua sendo fundamental. O que muda é que o aluno também precisa aprender a aprender: saber identificar o que não compreendeu, definir prioridades e construir uma rotina de estudos consistente são competências que fazem diferença”, destaca.
Os resultados do PISA reforçam que o desafio da educação vai além das notas. Preparar os jovens para lidar com diferentes situações também faz parte desse processo.
“A educação também deve oferecer ferramentas para que o estudante faça escolhas mais conscientes sobre sua trajetória. Com isso, consegue tomar decisões melhores dentro da realidade em que vive”, conclui.
Sobre a Kaizen
Fundada em 2020, a Kaizen é uma startup de educação com foco em mentorias personalizadas para estudantes do Ensino Fundamental ao Superior. Combinando orientação acadêmica, personalização de estudos e tecnologia, a empresa já atendeu milhares de alunos em diversas regiões do país, promovendo autonomia, estrutura e desempenho.
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