Geral

IPCA em 12 meses chega a 4,22% em agosto e permanece dentro da meta

Segundo mês consecutivo dentro do intervalo tolerável

Estadao Conteudo 11/09/2026
IPCA em 12 meses chega a 4,22% em agosto e permanece dentro da meta
- Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação de 0,32% em agosto e manteve a inflação acumulada em 12 meses em 4,22%.

Com esse resultado, a inflação acumulada em 12 meses continua dentro do intervalo de tolerância da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e perseguida pelo Banco Central (BC).

O sistema de metas contínuas estabelece um objetivo de inflação de 3%, com intervalo de tolerância de 1,50% a 4,50%.

Desde janeiro de 2025, em linha com a experiência internacional, a meta passou a se referir à inflação acumulada em 12 meses, apurada mês a mês, também conhecida como 'meta contínua'. Mensalmente, a inflação acumulada em 12 meses é comparada com a meta e seu intervalo de tolerância, tornando a verificação não restrita ao mês de dezembro de cada ano.

Segundo mês seguido dentro da meta

José Fernando Gonçalves, analista do IBGE, destacou que agosto é o segundo mês consecutivo em que isso ocorre. Em julho, o IPCA em 12 meses ficou em 4,44%. Em junho, a taxa foi de 4,64%, ultrapassando o limite de tolerância.

Segundo Gonçalves, a principal explicação para esse comportamento foi a deflação dos alimentos. 'A alimentação é o grupo que mais pesa no IPCA. Então, isso contribui', afirma.

Em agosto, o grupo Alimentação e Bebidas teve deflação de 0,34%, após o recuo de 0,67% em julho, influenciado pela alimentação no domicílio (-0,61%).

As principais quedas no grupo foram na batata-inglesa (-19,89%), cenoura (-11,22%), cebola (-11,07%), tomate (-10,94%), ovo de galinha (-4,15%) e café moído (-1,86%).

Combustíveis também ajudaram

O analista acrescentou que os combustíveis também contribuíram para manter o IPCA dentro da meta perseguida pelo BC.

Os combustíveis recuaram 0,91% em agosto, com quedas significativas no etanol (-3,95%), óleo diesel (-0,80%) e gasolina (-0,59%).