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Lula lança plataforma que compara preços atuais aos do governo de Jair Bolsonaro

Iniciativa busca responder críticas sobre inflação e custo de vida.

Sputnik Brasil 09/09/2026
Lula lança plataforma que compara preços atuais aos do governo de Jair Bolsonaro
Lula lança plataforma que compara preços do governo atual e de Bolsonaro. - Foto: © AP Photo / LM Otero

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou, nesta terça-feira (9), uma plataforma que compara preços durante o período do terceiro mandato do chefe do Executivo federal aos anos do governo de Jair Bolsonaro.

O site, nomeado como "Mercado da Mentira", utiliza dados oficiais, incluindo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), para apresentar a variação de preços de produtos ao longo das gestões. O levantamento considera o acumulado do índice durante os três anos e meio de cada administração.

A plataforma disponibiliza um comparativo de diversos produtos, com destaque para o arroz, cebola, açúcar cristal, feijão, farinha de trigo e óleo de soja. Para esses itens, o site apresenta a evolução da inflação e indica os produtos classificados como "mais baratos com Lula".

Além dos preços nos supermercados, a página reúne informações sobre outros indicadores econômicos e sociais, como desemprego, renda, salário mínimo, Imposto de Renda, pobreza e crescimento econômico. Segundo a campanha, a proposta é oferecer um conjunto mais amplo de dados em resposta a conteúdos publicados nas redes sociais.

O lançamento ocorre após a circulação de vídeos em que consumidores relatam aumento nas despesas com compras de supermercado. As publicações têm alimentado campanhas da oposição. Em meados de agosto, o senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) compartilhou o vídeo de uma mulher que afirmou ter desembolsado R$ 626,55 em um supermercado de Belo Horizonte, reclamando de não ter conseguido comprar proteínas. No entanto, a afirmação foi desmentida, evidenciando que as carnes adquiridas durante a compra não haviam sido incluídas no vídeo divulgado nas redes sociais, mas constavam na nota fiscal.