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Após matar médica, ex-marido passou horas no apartamento com o corpo e bebê de 8 meses

Crime ocorreu em Maringá, Paraná, e é investigado como feminicídio.

Estadao Conteudo 09/09/2026
Após matar médica, ex-marido passou horas no apartamento com o corpo e bebê de 8 meses
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, é o principal suspeito do assassinato da médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, em Maringá, no Paraná. Após cometer o crime, ele passou horas no apartamento com o corpo da ex-companheira enquanto tentava colocar o filho, um bebê de 8 meses, para dormir.

Segundo o boletim de ocorrência, o irmão da vítima recebeu uma ligação da mãe de Romeiro informando que o filho havia chegado em casa ensanguentado. Preocupado, ele foi até o apartamento da irmã, ouviu o sobrinho chorando incessantemente e arrombou a porta que estava trancada. Ao entrar, encontrou Gassi caída com ferimentos de faca. A morte foi confirmada no local pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A perícia encontrou três facas ao lado do corpo.

Após o crime, Romeiro ligou para uma prima, afirmando que "havia feito uma besteira" e "matado a ex-companheira enforcada no apartamento". O boletim de ocorrência informa que a Polícia Militar foi acionada para prestar apoio ao atendimento médico do agressor, que apresentava ferimentos graves no pescoço e no tórax. No local, testemunhas relataram que ele confessou o crime.

"Briguei com Gassi e matei ela", contou Romeiro às primas. De acordo com o depoimento do policial que atendeu a ocorrência, os familiares entraram em desespero e perguntaram pelo bebê. Romeiro revelou que havia feito o filho dormir e deixado no apartamento com o corpo.

O Ministério Público do Paraná pediu a conversão da prisão em flagrante para preventiva, argumentando que a "gravidade concreta do crime transborda os limites da barbárie ordinária". O MP destacou que, segundo as apurações, o autuado não aceitou o término do relacionamento com a ex-companheira e a executou covardemente. "Mais do que o ato em si, a frieza e a crueldade demonstradas na execução do crime chocam e justificam a prisão preventiva", acrescentou.

O Tribunal de Justiça do Paraná acatou o pedido e converteu a prisão de Romeiro.

Vítima foi atingida por ao menos dez golpes

O apartamento onde a médica foi encontrada morta apresentava marcas de sangue em diferentes cômodos e facas sujas, segundo o delegado Adriano Garcia, chefe da Delegacia de Homicídios de Maringá. Em um vídeo de depoimento à imprensa, publicado nas redes sociais do delegado no último domingo, 6, ele classificou o local como "um cenário de terror", afirmando que a vítima teria sido atingida por ao menos dez golpes de arma branca.

O caso é investigado como feminicídio. Gassi trabalhava na Unidade Básica de Saúde (UBS) Nova Aliança, em Sarandi, cidade vizinha a Maringá.

Médica maravilhosa

Em nota de pesar, a prefeitura expressou que Gassi dedicou seu conhecimento, experiência e compromisso profissional ao cuidado da população. Nos comentários, pessoas que tiveram contato com a médica durante sua atuação profissional demonstraram solidariedade e prestaram homenagens. "Doutora sempre atenciosa", escreveu uma pessoa. "Uma médica e pessoa maravilhosa", comentou outra.