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Bolívia decreta luto nacional após explosão em base militar que deixou sete mortos
A tragédia em Viacha também deixou 84 feridos.
Acidente em Viacha deixou 84 pessoas atendidas e 31 hospitalizadas; sete continuam desaparecidas, segundo as autoridades.
O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, decretou luto nacional após a explosão registrada na sexta-feira (4) no Regimento Bolívar, em Viacha, a cerca de 30 quilômetros de La Paz. As autoridades confirmaram nesta segunda-feira (7) que sete pessoas morreram no incidente, enquanto outras sete continuam desaparecidas.
"Estamos anunciando um duelo nacional que, mais além do duelo em si, é não nos esquecermos de que somos uma família entre todos", afirmou Paz após visitar a área atingida e se reunir com familiares dos mortos e feridos.
As bandeiras da Bolívia serão hasteadas a meio-mastro "em sinal de respeito, de valorização e sempre recordar que a vida dos bolivianos está junto à pátria por cima de tudo", declarou o presidente.
Segundo a ministra da Saúde, Marcela Flores, 84 pessoas foram atendidas após a explosão e 31 permanecem hospitalizadas. O comandante do Exército, Héctor Alarcón, afirmou que as equipes de emergência continuam trabalhando para localizar os sete desaparecidos.
"Nossa prioridade continua sendo encontrar nossos companheiros que ainda estão desaparecidos e dar respostas às suas famílias o mais rápido possível."
A explosão ocorreu por volta das 14h30 (horário local), em uma área utilizada para armazenar material pirotécnico. A causa do incidente ainda é investigada, mas, segundo Rodrigo Paz, as primeiras informações indicam que pode ter ocorrido um acidente provocado pelo manuseio inadequado de explosivos armazenados nas instalações militares.
O presidente também determinou às Forças Armadas a revisão dos protocolos de segurança para o armazenamento e manuseio de explosivos. Segundo Paz, as medidas deverão ampliar a segurança não apenas de soldados e oficiais, mas também dos moradores que vivem nas proximidades das bases militares.
"Nossas Forças Armadas estão revisando seus protocolos e tudo o que for necessário para garantir maior segurança, não apenas para os soldados e oficiais, mas também para os moradores que vivem próximos às bases militares", afirmou.
Paz também pediu que a tragédia não seja politizada e reforçou a necessidade de priorizar o atendimento às vítimas e às famílias dos desaparecidos.
Por Sputinik Brasil
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